Ano letivo nas escolas estaduais começa amanhã

O recomeço se estende para 35 escolas públicas de Passo Fundo. Outras quatro iniciam o ano a partir do dia 13 por conta de reformas

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A escola Protásio Alves está entre as quatro do município que inicia o ano letivo no dia 13. Motivo é reforma na estruturaA escola Protásio Alves está entre as quatro do município que inicia o ano letivo no dia 13. Motivo é reforma na estrutura
A escola Protásio Alves está entre as quatro do município que inicia o ano letivo no dia 13. Motivo é reforma na estrutura
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Pelo menos 20 mil alunos das escolas estaduais de Passo Fundo voltam às salas de aula nesta segunda-feira (6). Das 39 instituições no município, quatro fogem à regra: as escolas Anna Luíza Ferrão Teixeira, Cecy Leite Costa, João de Césaro e Protásio Alves iniciam o ano letivo a partir do dia 13, por conta de reformas estruturais.

 

Em toda a região da 7ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE) – que soma 32 municípios – 60 escolas voltarão às atividades. Outras 58 iniciaram junto das escolas municipais, no final de fevereiro, através de convênios ligados ao transporte escolar. No total, são aproximadamente 35 mil alunos matriculados em mais de 1,7 mil turmas para o retorno. Três mil professores ocupam as salas de aula em toda região – sendo pelo menos 1,7 mil só de Passo Fundo.

 

O coordenador da 7ª CRE, Santos Olavo Misturini, desejou um bom início de ano letivo à comunidade escolar. Ele também defendeu que acatará a decisão de possíveis mobilizações de categorias sindicais. “É um direito dos professores de reivindicar seus direitos, mas todos sabemos que existem direitos e deveres. Os alunos não terão maiores prejuízos se considerarmos os dias letivos e a carga horária estabelecida. Não estou falando quanto a construção do conhecimento, porque esta é uma questão muito mais flexível”, destacou. De acordo com o diretor local do CPERS Sindicato, Orlando Marcelino, não estão previstas manifestações nesta segunda-feira. A partir de quarta (8), no entanto, participará de audiência em Porto Alegre. “A partir disso decidiremos os próximos passos da mobilização”, declarou ele.

Número de professores


De acordo Misturini, como houve a mudança na matriz curricular, as escolas ainda não estão com número ideal de professores. Ele se refere à Reestruturação Curricular do Ensino Fundamental e Médio, desencadeada pela Secretaria Estadual de Educação no ano passado. A intenção da medida, como consta no Portal do Governo do RS, é “buscar um alinhamento curricular para o Ensino às Diretrizes Curriculares Nacionais e à Base Nacional Comum Curricular (ainda em construção)”. Na prática, algumas áreas – como as ciências exatas e de linguagens – ganharam períodos a mais, enquanto outras tiveram seus horários reduzidos – como é o caso das ciências humanas e sociais. “Teremos falta de recursos humanos para as disciplinas de História, Geografia e Ciências, mas temos banca para fazer contratos emergenciais”, afirmou ele.

 

Questionado sobre o benefício da medida, o coordenador se manifestou favorável em situações de necessidade. “Como pedagogo, digo que o contrato emergencial serve, sim, para emergências, mas para a construção de um plano educacional a longo prazo, ele dificulta em função da rotatividade que isso gera”, defendeu. O edital para contratação emergencial está aberto desde novembro. Desde então, já são mais de 1,8 mil professores inscritos em todo estado. A chamada dos candidatos deve começar a partir desta segunda-feira (6), conforme a organização das turmas. “Nos próximos 10 dias saberemos os locais com necessidade maior de contratos”, disse o coordenador.

 

Retorno no dia 13


A escola Anna Luiza Ferrão Teixeira – que inicia o ano letivo no dia 13 – contará com horários diferenciados num primeiro momento. Parte do telhado da instituição caiu ainda em agosto do ano passado e ainda não foi recuperado. “Na segunda-feira teremos a confirmação com a empresa do início do contrato”, afirmou o coordenador. Após o início das aulas, as turmas serão distribuídas em turnos concentrados: haverá aula das 8h às 11h; das 11h às 14h e das 14h às 17. “Assim acabamos tendo prejuízo de uma hora por dia, que poderemos recuperar em seguida”, pontuou Misturini. Nas demais escolas – Protásio Alves, Cecy Leite Costa e João de César – o horário é normal.

 

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