Embaixadora do Senegal cumpre agenda em Passo Fundo

Por
· 1 min de leitura
Você prefere ouvir essa matéria?

A embaixadora do Senegal no Brasil, Fatoumata Binetou Correa desembarcou quarta-feira à noite, em Passo Fundo, para uma série de compromissos. Ela chegou por volta das 19h20 no aeroporto Lauro Kortz, onde foi recebida pela banda do colégio militar Tiradentes, e por dezenas de senegaleses. Fatoumata assumiu a Embaixada em dezembro de 2016, sendo a primeira mulher a ocupar o cargo no Brasil. Anteriormente, desempenhou a mesma função na ilha de Cabo Verde, pertencente ao continente africano.

Em entrevista ao ON, Fatoumata disse que um dos motivos de sua vinda a Passo Fundo é conhecer a realidade dos senegaleses no Rio Grande do Sul. “Aqui normalmente é o primeiro passo dos que chegam ao Brasil. Não sabemos como chegam e o que fazem aqui, então viemos ver de perto a situação deles. Ver o que podem encontrar aqui de diferente em relação a outros países” afirma. A estimativa é de que pelo menos 200 senegaleses estão vivendo na cidade.

Segundo a diplomata, a migração do Senegal normalmente ocorria para países da Europa, com preponderância para Itália, seguido da Espanha. Quem vinha para o Brasil tinha o estudo como primeiro objetivo. A partir de 2007, quando se intensificou a chamada onda migratória, a questão econômica, busca por emprego para ajudar a família no Senegal, passou a ser a grande meta.

Outra razão da visita, segundo a embaixadora, é tentar cadastrar e atualizar a documentação dos imigrantes. Hoje estão aqui. Amanhã você encontra a mesma pessoa no Recife. Isso dificulta o controle, saber quantos são. Eles não passam na embaixada para se cadastrar. Só nos procuram quando têm algum problema” afirma.

Para aproximar a embaixada dos senegaleses que vivem no RS, Fatoumata já encaminhou ao Itamaraty o pedido de instalação de um consulado em Porto Alegre. Atualmente existem apenas três no Brasil: Rio de Janeiro, Recife e Curitiba. “Já encaminhamos toda a documentação necessária e estamos aguardando. Um consulado facilitaria muito este trabalho”, diz.

Gostou? Compartilhe