Desafios das mães que lidam com deficiências intelectuais e/ ou múltiplas

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Ser mãe nunca foi tarefa fácil. Na grande maioria dos lares ela tem que se dividir entre cuidar da casa, dar conta do trabalho fora e criar os filhos. E agora com a pandemia as mães tiveram que acompanhar o processo educacional dos filhos, desde adaptação do ambiente aos processos de aprendizagem. Ser mãe se torna ainda mais desafiante se o desenvolvimento do filho exigir mais atenção.

Nenhuma mãe está preparada para ouvir que seu filho apresenta atrasos de desenvolvimento, sendo eles intelectuais, motores, síndromes e/ou transtornos, mas na APAE encontram o que precisam: atendimento multiprofissional especializado e suporte necessário para essa nova jornada. Elas recebem todas as orientações para potencializar o desenvolvimento de seus filhos.

Luciane Santos Valencio, de 31 anos, é uma dessas mães. Ela tem três filhos, dois deles são atendidos pela APAE há cerca de dois anos. Arthur Renato, de seis anos, aguarda testagem para deficiência intelectual, e Wendel, de três anos, foi avaliado com traços de Transtorno do Espectro do Autismo (TEA). Ela conta que os filhos exigem um olhar atento o tempo todo, desde o momento em que acordam. O atraso de desenvolvimento reflete em habilidades comuns como brincar, ler e escrever. “A hora de comer é diferente, assistir um desenho é diferente. O Arthur, por exemplo, não fala, mas tenho de entender o que ele quer, já com o Wendel eu preciso ter um pouco mais de paciência”.

Luciane dedica-se integralmente aos meninos. “Não tenho a opção de me sentir cansada ou desanimada porque eles precisam de mim ao seu lado, os motivando”, destaca. Ela ressalta ainda que tem que se desdobrar em várias funções para ajudá-los. “Aprendi a ser uma mãe melhor, mais atenciosa, mais atenta e ativa. Para protegê-los eu tive que buscar informações na APAE e com outras mães. Uma das coisas que aprendi foi sobre o autismo”, diz.

Mas, assim como há desafios, também há conquistas. Todas as evoluções são comemoradas e mesmo parecendo “pequenas” significam muito para os usuários, para as mães, familiares e para os profissionais da saúde que os acompanham. Nesse período de atendimento na APAE, Arthur e Wendel tiveram melhoras na fala, no comportamento e na interação com os amigos.

Nesta primeira semana de maio, quem também ficou emocionada e orgulhosa com a evolução do seu filho foi Carina Moretto. Com a ajuda da terapeuta ocupacional Camila Pasin, o Gabriel, de dois anos, caminhou pelo corredor da Instituição em direção a ela com uma lembrancinha do Dia das Mães - um coração de papel com a pintura de uma das suas mãozinhas. Conforme a terapeuta ocupacional, a APAE precisa de todas essas mães, para assim fortalecer vínculos e todos trabalharem juntos em prol da funcionalidade de cada usuário.


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