Passo Fundo iniciou a organização dos trabalhos para elaborar o Plano Municipal de Cultura 2027-2037, documento que estabelecerá diretrizes e estratégias para o desenvolvimento cultural na próxima década. A proposta prevê a participação das dez setoriais culturais, de representantes da comunidade artística, de instituições e da população.
O processo será conduzido pela Secretaria Municipal de Cultura, Universidade de Passo Fundo (UPF), Conselho Municipal de Políticas Culturais e representantes dos segmentos culturais. A previsão é concluir os trabalhos em cinco meses, com a formulação do plano e o encaminhamento de uma proposta de lei para aprovação.
A etapa inicial prevê a definição do cronograma e das estratégias de participação comunitária. O objetivo é identificar demandas e estabelecer prioridades, considerando tanto os profissionais da área quanto a relação da população com as manifestações culturais.
Profissionalização
O secretário municipal de Cultura, Rafael Bortoluzzi, explica que a atualização busca ampliar o reconhecimento da cultura como atividade econômica e avançar na profissionalização do setor. Segundo ele, o plano também deverá evidenciar a contribuição da atividade cultural para a economia local, além de seu papel na oferta de entretenimento.
A coordenadora do plano, Fabiana Beltrami, afirma que o planejamento começou a ser discutido há cerca de dois anos e ganhou forma nos últimos meses. Para ela, Passo Fundo mudou desde a elaboração do documento anterior e reúne profissionais qualificados, além de pessoas que buscam consolidar sua atuação no mercado cultural.
O novo plano deverá orientar estratégias para o desenvolvimento da cultura e da indústria criativa nos próximos dez anos.
Conselho quer ampliar a escuta
A atualização é uma das prioridades do Conselho Municipal de Políticas Culturais desde a posse dos atuais conselheiros, em 2025. Conforme a presidente, Rita Tatim, a primeira versão foi apresentada às dez setoriais, que fizeram sugestões incorporadas ao documento. A segunda proposta foi aprovada por unanimidade.
Rita afirma que o Conselho pretende garantir espaço às demandas dos trabalhadores da cultura e da comunidade na definição das políticas públicas. “Queremos contribuir para que a escuta da comunidade e da classe artística realmente aconteça”, destaca.
Participação da universidade
A UPF contribuirá com pesquisas, análise das contribuições e condução das etapas do planejamento. Para o diretor do Instituto de Humanidades, Ciências, Educação e Criatividade (IHCEC), professor Luiz Marcelo Darroz, a participação reforça o compromisso comunitário da instituição e aproxima a universidade das demandas locais.


