"É um sentimento de dever cumprido e de gratidão”

Após oito anos, Bernadete Dalmolin encerra gestão e passa comando da UPF

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Professora Bernadete Dalmolin encerra ciclo após duas gestões no comando da UPF - FOTO: EUGENIO SIQUEIRA/RÁDIO UPFProfessora Bernadete Dalmolin encerra ciclo após duas gestões no comando da UPF - FOTO: EUGENIO SIQUEIRA/RÁDIO UPF
Professora Bernadete Dalmolin encerra ciclo após duas gestões no comando da UPF - FOTO: EUGENIO SIQUEIRA/RÁDIO UPF
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Após oito anos à frente da Universidade de Passo Fundo (UPF), a professora Bernadete Dalmolin encerrou, nesta quinta-feira (16), sua gestão como reitora. A cerimônia de transmissão do cargo ao professor Edison Casagranda ocorre na manhã desta sexta-feira (17), às 9h. Em entrevista à Rádio UPF, Bernadete fez um balanço da administração, marcada pela reorganização institucional, pelos impactos da pandemia e pela consolidação da universidade entre as principais instituições privadas do país.

Início

Ao recordar o início da gestão, em 2018, a professora destacou que assumiu a universidade em um cenário de dificuldades para o ensino superior, agravado posteriormente pela pandemia de Covid-19.

"Vivíamos uma situação bastante delicada na educação superior, com uma crise intensa de financiamento, redução das políticas públicas e uma abertura muito grande para a educação a distância", lembrou.

Segundo ela, esse contexto exigiu planejamento e o envolvimento de toda a comunidade acadêmica. "Precisamos reunir toda a comunidade para pensar que universidade era essa para aquele momento. Trabalhamos em uma reforma administrativa, revisamos currículos, qualificamos processos e fortalecemos áreas estratégicas. Foi um trabalho coletivo, intenso e diário", afirmou.

Bernadete destacou que o resultado desse esforço permitiu reposicionar a instituição nacionalmente. "Hoje temos indicadores fantásticos. Somos a sexta melhor universidade privada do Brasil, segundo o Ranking Universitário Folha (desconsideradas as instituições estatais), a quinta em pesquisa e também figuramos entre os melhores indicadores de sustentabilidade. Foi um momento de glória e de gratidão, porque fizemos aquilo que precisava ser feito".

Pandemia marcou a gestão

Entre os momentos mais desafiadores do mandato, Bernadete apontou a pandemia como o período mais complexo. Segundo ela, foi necessário adaptar rapidamente toda a estrutura acadêmica ao ensino remoto, enquanto a universidade enfrentava mudanças constantes na legislação sanitária e educacional.

"Precisávamos cuidar da saúde das pessoas e, ao mesmo tempo, fazer com que tudo acontecesse. Não era possível interromper os processos de ensino e aprendizagem. Tivemos que migrar tudo para o ambiente digital em um cenário de muitas incertezas", recordou.

Apesar das dificuldades, ela acredita que o período acelerou mudanças importantes, principalmente no uso das tecnologias educacionais. Ao mesmo tempo, reforçou que a experiência evidenciou o valor do ensino presencial.

"Aprendemos muito nesse período, mas aprendemos também que a formação acontece na relação direta, no olho no olho, na troca de experiências. As pessoas estão percebendo que, para uma formação consistente e de qualidade, essas vivências são fundamentais", afirmou.

Desenvolvimento regional

A ex-reitora também ressaltou o papel da universidade no desenvolvimento regional. Ela destacou a ampliação da atuação institucional em diferentes áreas, como educação básica, inovação, pesquisa e extensão, além de projetos como o UPF Parque e o Distrito de Inovação.

"Entendemos que uma universidade comunitária precisa estar em constante diálogo com a sociedade e protagonizar processos. Essa aproximação com empresas, poder público e comunidade fortalece a produção de conhecimento e impulsiona o desenvolvimento regional", disse.

Bernadete também destacou que a diversidade de oportunidades oferecidas pela universidade é um diferencial para a formação dos estudantes.

"A universidade é essa ambiência capaz de alavancar o desenvolvimento nas mais diferentes áreas. Essa pluralidade de ideias e experiências é o que faz a educação ser realmente de qualidade".

Sentimento de dever cumprido

Ao encerrar o mandato, Bernadete afirmou deixar a Reitoria com tranquilidade e confiança na nova gestão, que será conduzida pelo professor Edison Casagranda, integrante da equipe administrativa desde 2018.

"É um sentimento de dever cumprido e de gratidão. Fizemos tudo juntos, sempre com muito diálogo e compromisso. Claro que começa a bater uma saudade, mas fico muito feliz em saber que a universidade dará continuidade a esse projeto", afirmou.

Ela concluiu agradecendo à comunidade acadêmica e regional pelo apoio recebido ao longo dos últimos oito anos. "Só posso agradecer a todas as pessoas que estiveram conosco nesse tempo, torcendo, trabalhando e vivendo a universidade como eu vivi".

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