Tempo de estagnação

Retrospectiva 2015: Comércio

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Assim como outros setores, o comércio já vinha se preparando para enfrentar um ano turbulento em 2015. Desde 2014, o Sindicato do Comércio Varejista de Passo Fundo, Sincomércio, preparava os seus associados. “Sabíamos que 2015 apresentaria algumas dificuldades e por isso haveria que se ter um cuidado com estoque e racionalização de custos. Em 2015 trabalhamos em cima dessa mesma linha. Mas ocorreram fatos que elevaram o custo familiar, como o aumento do valor da energia, da gasolina e contratempos como o excesso de chuvas”, explica a presidente da entidade, Sueli Marini. Para ela, a crise foi gerada pela inconsistência política do país. “A crise política trouxe uma insegurança para o consumidor e para o empresário, no sentido de que ele se sente com medo. Esses roubos que estão acontecendo são mais prejudiciais do que qualquer outra coisa porque isto gera uma falta de confiança”, diz. Segundo o Sincomércio, o momento foi de estagnação, de consumo moderado. O empresário que se preparou e as famílias que não fizeram dívidas além da sua capacidade financeira, não sentiram tanto as mudanças. “Se o empresário gerou inovação ele tem uma qualidade a mais que o seu concorrente. Nós vemos que 2015 foi um ano complicado, mas dentro da nossa região, pela sintonia econômica, alguns setores foram mais atingidos e outros menos”, lembra Sueli.

2016: Expectativa de cenário mais favorável

A expectativa do comércio é de que o primeiro semestre seja mais difícil e que, progressivamente, o cenário se torne mais favorável para consumidores e empresários. O crescimento maior ficará para 2017. “As crises existem e aqueles que estão preparados para suportar vão passar por elas. 2016 traz uma perspectiva de um trabalho com moderação, com dificuldades, mas com pontos que vão nos ajudar. Não vamos ver um crescimento em número de empregos, abertura de empresas, mas a gente tem uma esperança de que o maior peso tenhamos levado em 2015”, conclui Sueli.     

 

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