O custo da cesta básica de uma família de Passo Fundo aumentou 1,78% em agosto, conforme pesquisa realizada pelo curso de Ciências Econômicas da Escola de Ciências Agrárias, Inovação e Negócios (Esan) da Universidade de Passo Fundo (UPF). O valor passou de R$ 1.693,87 em julho para R$ 1.723,95 em agosto, uma diferença de R$ 30,08.
A cesta pesquisada pela universidade reúne 42 produtos dos grupos de alimentação, higiene pessoal e limpeza doméstica. Dos itens analisados, 29 tiveram aumento de preço, enquanto 13 apresentaram redução.
Alimentação
O grupo de alimentação, que representa o maior peso da cesta, foi responsável pela maior parcela da elevação. O custo dos produtos alimentícios passou de R$ 1.502,20 em julho para R$ 1.529,84 em agosto, aumento de R$ 27,64.
No período de 12 meses, entre agosto de 2025 e agosto de 2026, o grupo acumulou alta de R$ 126,47.
A higiene pessoal também registrou aumento. O valor passou de R$ 83,91 para R$ 84,52, uma elevação de R$ 0,61 no mês. Já os produtos de limpeza doméstica subiram de R$ 107,76 para R$ 109,60, acréscimo de R$ 1,84.
Tomate lidera alta
Entre os produtos pesquisados, o tomate apresentou a maior alta em agosto, com aumento de 58,73%. Na sequência aparecem a laranja, que ficou 16,06% mais cara, e a esponja de aço, com alta de 8,52%.
Dos dez produtos que mais subiram de preço, sete pertencem ao grupo de alimentação, dois à higiene pessoal e um à limpeza doméstica.
Na outra ponta, a lâmina de barbear teve a maior redução, com queda de 6,23%. Também ficaram mais baratos o iogurte, que recuou 4,82%, e a cenoura, com redução de 4,26%.
Entre os dez produtos que registraram as maiores quedas, sete são do grupo de alimentação e três pertencem à higiene pessoal.
Custo aumenta 8,97% em um ano
Na comparação entre agosto de 2025 e agosto de 2026, o custo da cesta básica de Passo Fundo aumentou 8,97%, passando de R$ 1.582,00 para R$ 1.723,95. Em valores nominais, a diferença chega a R$ 141,95.
Segundo o levantamento, a variação mensal da cesta foi negativa em quatro ocasiões e positiva em nove ao longo do período analisado. A maior alta mensal ocorreu em abril de 2026, quando o custo aumentou 4,17%. Considerando a variação acumulada nos últimos 12 meses, o índice chegou a 9,27%.
Mais de um salário mínimo
O aumento do custo da cesta também reduziu o poder de compra em relação ao salário mínimo. Em julho de 2025, uma família passo-fundense precisava de 1,04 salário mínimo para adquirir os produtos básicos. Em agosto de 2026, a mesma cesta passou a representar 1,06 salário mínimo.
No período, o salário mínimo considerado na pesquisa passou de R$ 1.518,00 para R$ 1.621,00.


