São Paulo - A vontade de treinar a seleção brasileira pode ser decisiva para Luiz Felipe Scolari, o preferido do presidente da CBF, Ricardo Teixeira, substituir o técnico Dunga. Apesar de ter acertado o retorno ao Palmeiras, Felipão ainda não assinou contrato, e a diretoria do clube paulista já admite perdê-lo para a Seleção.
“Se houver contato, claro que vamos conversar e entender qual é a vontade dele”, disse o vice-presidente palmeirense, Gilberto Cipullo. Em entrevista na segunda-feira, Teixeira disse que o novo técnico deve se dedicar exclusivamente à Seleção.
Ainda na África do Sul, onde comenta os jogos da Copa para uma TV local, Felipão desconversou ontem sobre a possibilidade de treinar novamente a seleção brasileira. “Não vou falar sobre o que não sei. O que sei é que no dia 15 estou no Palmeiras x Santos”, afirmou de forma seca Luiz Felipe, se negando a responder aos jornalistas sobre a renovação que o novo técnico precisará fazer ou sobre o desafio de assumir o Brasil em uma Copa do Mundo dentro de casa.
Campeão do mundo pela Seleção em 2002 e vice-campeão mundial pelo Palmeiras em 1999, o técnico estaria apalavrado com o presidente palmeirense, Luiz Gonzaga Belluzzo, e já teria até assinatura do contrato marcada para o dia 14. O auxiliar de Felipão, Flávio Murtosa, inclusive, comandou o time paulista em amistoso no último fim de semana.
Felipão seria o favorito para assumir a Seleção pelo seu estilo disciplinador, aguerrido, porém sem excessos, como aconteceu — principalmente — nos últimos tempos de Dunga.
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