Carlito Silvestri está em sua 12ª Copa do Mundo consecutiva

Ao lado do filho Luigi, o jornalista de Marau faz cobertura para rádio, jornal e outras plataformas

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Carlito e Luigi: desembarque no México - Foto – R. Silvestri-Especial-ONCarlito e Luigi: desembarque no México - Foto – R. Silvestri-Especial-ON
Carlito e Luigi: desembarque no México - Foto – R. Silvestri-Especial-ON
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 Uma proposta ousada, aliás, uma aventura jornalística, que começou em 1982 completa 44 anos. Radialista e jornalista marauense, Carlito Arisi Silvestri uniu as paixões pelo futebol e pelo microfone para acompanhar a Copa da Espanha. Com apoios publicitários locais, viabilizou seu sonho e mostrou que sonhar pode superar adversidades. À época, 1982, as telecomunicações eram analógicas, recursos tecnológicos escassos e o velho telefone foi o elo com o Brasil. Superação de obstáculos técnicos, alguns improvisos e, ao final, Carlito não pode soltar o grito de campeão pelo Brasil. Certamente, pelo sangue italiano, vibrou com o título da Itália. Mas seu grito maior ao final da Copa da Espanha foi: “missão cumprida”. Aliás, o começo de uma saga.

Copas e mais copas

Além de acompanhar o Brasil, Carlito buscou aspectos típicos dos países que sediaram esses mundiais que acompanhou em dois séculos e dois milênios distintos. Nas últimas Copas não esteve só, pois, literalmente, levou de casa outro profissional: o filho Luigi, graduado em Jornalismo pela UPF. Da Espanha em 1982 ao Catar em 2022, Carlito acompanhou a evolução tecnológica e o encurtamento das distâncias a cada cobertura. Do analógico ao digital, agora, pai e filho se revezam nas pautas, traçam setores de atuação e mandam informações para a região. Na sexta-feira, 05, eles embarcaram para a missão número 12 dos Silvestri. Será um desafio em três territórios, pois a Copa do Mundo de 2026 é realizada em três países: Estados Unidos, Canadá e México.

Equipe de casa

No Brasil, o trabalho é centralizado pela Rádio Vang FM e Marau, da qual Carlito e Luigi Siilvestri são os diretores. “Global e local na mesma frequência e em todas as plataformas”, explica Luigi. Nesta edição, serão 104 jogos movimentando 48 seleções distribuídas em 16 cidades/sede nos três países. Mais um desafio para os jornalistas de Marau que, agora, terão muito chão pela frente do sul ao norte da América do Norte. Mais que enviar uma equipe própria para cobrir o Mundial, o trabalho da Vang é familiar e consolida uma audiência regional. Carlito explica que é uma cobertura multimídia e inclui o Jornal de Marau. “A Vang apresentará programas e participações diárias em vídeo durante sua programação. Nos dias de jogos, com ainda mais intensidade, unindo a presença dos profissionais nos entornos de estádios com participação ao vivo, interatividade e até brindes para aquecer os pré-jogos da Seleção Brasileira.”

A sexta Copa de Luigi

Carlito na chegada ao México - Foto-Luigi Silvestri Especial-ON

Se o pai contabiliza 12 copas, o filho Luigi chega à marca de seis Mundiais. Também radialista e jornalista, ele embarcou na aventura paterna, agregando conhecimentos da graduação em Comunicação Social e ampliou a intimidade da dupla com o mundo digital. Partilhar tarefas ajuda, mas não tem moleza nem para pai nem para filho. “O formato de cobertura vai se aperfeiçoando. Estaremos com base nos Estados Unidos seguindo a seleção brasileira. Nos intervalos entre os jogos seguiremos para os demais países e algumas cidades-sede para mostrar os bastidores, a cultura e curiosidades. Um intercâmbio propriamente dito com muito conteúdo também nas redes sociais como Instagram e Facebook”, conta Luigi Silvestri.

Chegada por Guadalajara

Hotel Malibú, Guadalajara: Carlito e Roberto

A Seleção Brasileira do Tri, em 1970, aquela de Pelé, Jairzinho, Tostão, Rivelino, Gérson e tantos craques, certamente, é a mais lembrada. Não apenas pelos brasileiros, mas também pelos mexicanos. O time teve como sede Guadalajara, onde conquistou a simpatia e o carinho dos mexicanos. Deu certo. Carlito e Luigi chegam ao Mundial 2026 exatamente por Guadalajara. Em 1986, Carlito esteve lá e ficou no Hotel Malibú. No domingo, 07, eles hospedaram-se no mesmo hotel. Além da dupla de pai e filho, também está o jornalista Roberto Silvestri e equipe de apoio técnico. É o ponto de partida para mais uma cobertura. Superstição ou carinho, Guadalajara tem tudo para o pontapé inicial de uma boa copa e mais uma cobertura exitosa.

Doze Copas em documentário

As Doze Copas que Eu Vi, Meio Século de Mundiais”, é o documentário que está em preparação, uma jornada entre passado e presente, conectando memória, futebol e identidade brasileira. “De forma muito generosa fui contemplado com a ideia do desenvolvimento de um grande documentário que reunirá todo um acervo de materiais colhidos ao longo de mais de quatro décadas de história. Uma peregrinação da bola, costumamos dizer. Onde percorremos todos os continentes. E não é só futebol. O entorno, os bastidores”, afirma Carlito. A direção e produção é de Vini Oliveira e a realização do audiovisual é da Cofilms Produção Audiovisual.

 

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