O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) publicou semana passada uma nova alteração no edital para as obras de pavimentação da BR-153, no trecho entre Passo Fundo e Erechim, conhecido como Transbrasiliana. A atualização modifica o calendário da licitação e reduz em quase R$ 100 milhões o valor de referência previsto para a contratação.
Disputa será em outubro
Conforme o edital atualizado, a sessão pública para abertura das propostas foi remarcada para 15 de outubro, às 15h. A licitação será realizada de forma eletrônica, pelo critério de maior desconto, com modo de disputa aberto.
A principal mudança está no valor estimado para a execução da obra. O novo edital estabelece R$ 496,18 milhões como valor de referência, considerando preços com data- base de janeiro de 2025.
Na versão anterior do documento, o montante estimado era de R$ 592,69 milhões. Com a revisão, houve uma redução de R$ 99,51 milhões, motivada por apontamentos realizados pelo Tribunal de Contas da União (TCU), procedimento que pode ocorrer durante a análise de processos licitatórios de grande porte.
Como a contratação será definida pelo critério de maior desconto, o valor efetivamente pago pelo governo poderá ficar abaixo dos R$ 496,18 milhões estabelecidos como referência.
Obra aguardada há décadas
A pavimentação do trecho entre Passo Fundo e Erechim é uma reivindicação histórica da região. Inaugurada na década de 1960, a BR-153 atravessa oito estados brasileiros: Pará, Tocantins, Goiás, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
Na região, o trecho entre Passo Fundo e Erechim passa pelos municípios de Coxilha, Sertão e Ipiranga do Sul. Essa é a única parte da BR-153 na região Sul que ainda permanece sem pavimentação.
ERS-135
A falta de pavimentação faz com que a ERS-135 seja utilizada como principal ligação rodoviária entre Passo Fundo e Erechim. Enquanto isso, o traçado original da BR-153 apresenta condições precárias de circulação, com trechos formados por pedras, barro e poeira. A situação dificulta o deslocamento de moradores e motoristas e também prejudica o transporte de cargas.


