Entre as mais de 200 mil pessoas que moram em Passo Fundo, nem todas têm no Brasil a primeira seleção para torcer na Copa do Mundo. Isso porque a cidade abriga diversas etnias e, pelo menos, duas delas já se reuniram para assistir aos jogos do Mundial.
Na segunda-feira (15), um grupo de mulheres naturais de Cabo Verde, que moram em Passo Fundo, concentrou-se em um bar no Centro. Ali, assistiram ao empate em 0 a 0 da seleção com a Espanha e vibraram com as defesas do goleiro Vozinha. Além disso, vestindo as camisas cabo-verdeanas, posaram para fotos e mantiveram contato com familiares que vivem na África.
Do continente africano, aliás, cerca de 200 senegaleses vieram para residir atualmente em Passo Fundo. Aproveitando a estrutura de um restaurante no Centro da cidade, cerca de 20 senegaleses torceram pela seleção diante da favorita França, nesta terça-feira (16). A distância de casa, entretanto, não foi barreira para sentir a emoção do jogo.
Vivendo há 11 anos no Brasil, Mustapha Diouf disse que esta é a terceira Copa que assiste em outro país. Porém, em 2018 e 2022, não havia um ponto de encontro, e os senegaleses acompanhavam os jogos em casa. Já em 2025, durante a Copa da África, adotaram o estabelecimento como local fixo de torcida. “Deu certo, nos encontramos aqui e surgiu a ideia de ver também a Copa no restaurante do nosso irmão senegalês”, diz Mustapha.
Mesmo distante de casa, a sensação de torcer por Senegal é a mesma. “Temos muito orgulho por torcer pela seleção, que representa a nossa pátria. Não estamos com nossas famílias, mas temos aqui os nossos amigos”, salienta Mustapha Diouf. Sobre a participação do selecionado na Copa de 2026, a expectativa é boa. “Estamos confiantes. Lembramos de 2002, quando derrotamos a França, e em Senegal foi festa”, conclui.



