87% dos canteiros de obras possuem boas práticas de controle da propagação da COVID-19 no Estado

Pesquisa desenvolvida pela IMED, em parceria com a UFRGS, levanta dados sobre métodos adotados em construções no cenário pós-pandemia

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Por mais que ainda seja considerado um setor tradicional, o segmento da construção tem se saído muito bem e tem difundido diversas práticas de sucesso, em relação às inovações e às medidas de controle da propagação da COVID-19.

Num cenário pós-pandemia, a IMED e a Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS estiveram reunidas no desenvolvimento de uma pesquisa sobre o tema. O intuito da investigação foi levantar as práticas adotadas por empresas do setor, para controle da propagação do Coronavírus nos canteiros de obras, visando estabelecer protocolos para combate à doença, baseados em métodos de planejamento e uso de tecnologias digitais.

O estudo, desenvolvido em nível estadual, visitou um total de 32 canteiros de obras, sendo 11 deles localizados em Passo Fundo, em que se identificaram 52 práticas de prevenção presentes nestes ambientes. Ou seja, 87% dos empreendimentos participantes estavam adotando algum tipo de protocolo. 

“A primeira etapa de trabalho foi a realização da avaliação das recomendações de decretos estaduais e municipais, com base nas normas propostas por entidades do setor no Brasil e no Exterior, além de diretrizes do Sindicato das Indústrias da Construção Civil do Rio Grande do Sul de Passo Fundo”, explica a professora do Mestrado em Engenharia Civil da IMED, Elvira Lantelme, uma das coordenadoras do projeto colaborativo.

O levantamento também contou com entrevistas de especialistas em áreas como epidemiologia e segurança no trabalho, para assegurar a efetividade dos resultados obtidos e das metodologias adotadas nestes ambientes.

“Os resultados mostraram um cenário positivo de cumprimento da maior parte das medidas sanitárias. Todas medidas simples e de baixo custo. Também houve sugestões como uso de cores nas máscaras para controle visual das trocas e organização das tarefas por equipes de trabalhadores em zonas de trabalho, mantendo sempre as mesmas equipes em contato”, conta Elvira.

Os principais desafios apontados pelas empresas em relação a essas medidas de sanitárias dentro do cenário atual foram em relação à manutenção do distanciamento social nas áreas de vivência dos trabalhadores, como refeitórios, vestiários e também na entrada da obra, e em relação à circulação dos trabalhadores pelo elevador cremalheira, bem como em atividades que requerem força física ou execução coletiva dos trabalhadores, como concretagem das lajes, montagem de fôrmas e a ferragem das estruturas de concreto.

Já entre as principais medidas adotadas identificadas nos canteiros de obras, estão a substituição de bebedouros por garrafas, a medição de temperatura dos trabalhadores, a implementação de reuniões em ambiente virtual, revezamento na utilização do refeitório, entre outros.

Como fase seguinte da pesquisa, serão realizados estudos específicos em parceria com empresas do setor da construção civil de Passo Fundo, visando contribuir com novas técnicas de planejamento e uso tecnologias digitais no auxílio ao controle da propagação da COVID-19.

Os resultados da pesquisa foram publicados em um e-book, que contém as melhores práticas de controle da COVID-19 em canteiros de obras. Tanto o e-book quanto o progresso do estudo podem ser acessados no site imed.edu.br.


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