Os consumidores de energia elétrica atendidos pela RGE Sul no Rio Grande do Sul devem preparar o bolso. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) confirmou a aprovação do Reajuste Tarifário Anual (RTA) para a concessionária, que é controlada pelo Grupo CPFL Energia. O aumento médio total estabelecido para as tarifas é de 16,06% e passa a valer oficialmente a partir desta sexta-feira (19). A medida atinge diretamente uma base de 3,19 milhões de unidades consumidoras espalhadas por 381 municípios gaúchos.
Na divisão por faixas de consumo, o impacto será sentido de maneiras diferentes. Para os clientes conectados em alta tensão — grupo composto majoritariamente por indústrias e grandes empresas —, a elevação média será de 19,02%.
Já para os consumidores conectados em baixa tensão, o que inclui residências, clientes rurais e pequenos comércios, o reajuste médio fixado ficou em 14,94%. Especificamente nas contas de luz estritamente residenciais, o impacto imediato percebido no bolso do cidadão será de 14,97%.
Reflexo dos adiamentos
De acordo com a Aneel, o expressivo percentual de reajuste deste ano é reflexo direto de uma compensação financeira. Em razão da catástrofe climática e das enchentes que devastaram o Rio Grande do Sul em maio de 2024, a agência reguladora havia optado por congelar as tarifas vigentes daquele ano e, posteriormente, aprovou um reajuste nulo para junho de 2025.
Para viabilizar o adiamento sem quebrar o equilíbrio do contrato, foi reconhecido um chamado “ativo regulatório” em favor da concessionária. Essa ferramenta funciona como uma garantia financeira de que a RGE seria recomposta futuramente pelos custos absorvidos e pelas receitas postergadas.
Agora, o reajuste atual incorpora o pagamento desses componentes financeiros acumulados. A recomposição integral dos valores deve se estender até o ano de 2027.



