“Todos os meses deveriam ser Outubro Rosa”

Que a luz da prevenção e da cura esteja acesa durante todo o ano

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Rogéria Maso: “o câncer nos desperta a viver com mais amor, mais presença e mais verdade” - Foto - DivulgaçãoRogéria Maso: “o câncer nos desperta a viver com mais amor, mais presença e mais verdade” - Foto - Divulgação
Rogéria Maso: “o câncer nos desperta a viver com mais amor, mais presença e mais verdade” - Foto - Divulgação
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“Todos os meses deveriam ser Outubro Rosa”. Esta é a afirmação do mastologista que atua em Passo Fundo, Leandro Pacheco. O impacto positivo da campanha mundial desperta a conscientização da sociedade e motiva as mulheres a fazerem seus exames de rotina e a cuidarem de sua saúde. “Se esse propósito estivesse vivo durante todo ano, certamente, teríamos queda no número de casos de câncer de mama em nível mundial”, destaca Pacheco. Ele acrescenta que estilo de vida saudável ajuda a prevenir a doença, da mesma forma que o diagnóstico precoce contribui para um tratamento mais resolutivo, menos invasivo e com aumento das chances de cura.

Mamografia

Neste sentido, o Ministério da Saúde anunciou em setembro que o SUS permitiu acesso à mamografia a mulheres de 40 a 49 anos, mesmo sem sinais ou sintomas de câncer. “O que impactará numa maior possibilidade de fazermos diagnóstico precoce, com alta curabilidade”, comemora o mastologista. Quanto ao diagnóstico, o especialista preconiza que a mamografia anualmente é o principal exame de rastreio que reduz a mortalidade. “Ela mostra lesões iniciais que são microcalcificações suspeitas, representando o que há de mais precoce”. Em relação aos tratamentos para neoplasia mamária, menciona que as terapias são multidisciplinares e podem incluir cirurgia, radioterapia, quimioterapia, hormonioterapia, terapia-alvo e imunoterapia. A escolha da melhor opção depende do tipo, estágio e características do tumor.

INCA estima 73.610 novos casos

O câncer de mama é o tipo mais incidente entre as brasileiras (excluindo o de pele não melanoma). Para 2025, o Instituto Nacional do Câncer (INCA) estima 73.610 novos casos. Geograficamente, o Sudeste é a região com maior incidência de câncer de mama no Brasil, enquanto Santa Catarina, no Sul, registra a maior taxa entre as unidades da federação (74,79 por 100 mil mulheres). No quesito mortalidade, as regiões Sul, Sudeste e Nordeste lideram, sendo Roraima, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, respectivamente. Em relação às faixas etárias, há uma tendência positiva: entre 2000 e 2023, houve redução proporcional na mortalidade por câncer de mama na população feminina de 40 a 49 anos. Esse panorama consta do livro Controle do câncer de mama no Brasil: dados e números 2025, elaborado pelo INCA.

Mulheres mais jovens na mira do câncer

A incidência do câncer de mama tem aumentado entre mulheres jovens. Isso porque, “o nosso estilo de vida mudou e hoje temos obesidade, sedentarismo, tabagismo, etilismo entre os principais fatores de risco para câncer”, pontua Pacheco. Estes aspectos fazem parte de hábitos modificáveis, os quais são: manter o peso adequado, fazer atividade física. Estudos mostram que 150 minutos de atividade física moderada por semana (de preferência musculação, com peso) contribui para reduzir em 40% o risco de ter câncer. Por esse motivo, Pacheco enfatiza que estilo de vida saudável é um tratamento que previne câncer de mama e outros tipos de câncer.

“O câncer não é um inimigo, é um mensageiro”

Esta frase é da terapeuta sistêmica, Rogéria Maso, 49 anos, que descobriu o câncer de mama em fevereiro deste ano. Ela conta que na hora do diagnóstico, sentiu como se Deus lhe chamasse para um encontro consigo mesma. “Foi um susto, uma dor profunda, medo, mas também um convite. Eu entendi que, por trás da doença, havia uma mensagem de amor — um pedido para eu viver mais consciente, mais leve e mais conectada à minha essência.” Desde fevereiro, ela fez exames de diagnóstico da doença, 16 quimioterapias e mais recentemente, cirurgia total da mama direita. Hoje, ela segue o tratamento. Para quem está enfrentando o câncer de mama, Rogéria deixa a seguinte mensagem: “o câncer não é um inimigo, é um mensageiro. Ele nos chama a despertar, a viver com mais amor, mais presença e mais verdade. Cuide do seu corpo, sim, mas também da sua alma. É no amor que o verdadeiro processo de cura acontece”!

 

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