OPINIÃO

Ponto de vista

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No mês de fevereiro, quando as atenções se voltavam para o feriado prolongado do Carnaval, a Organização Pan-Americana da Saúde organizou em parceria com a Fundação Osvaldo Cruz e o Ministério da Saúde, um treinamento sobre diagnóstico laboratorial do novo coronavírus. Além dos especialistas brasileiros o encontro contou com as presenças de profissionais da Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, Panamá, Paraguai, Peru e Uruguai. Naquele momento a Organização Mundial da Saúde ainda não havia caracterizado a Covid-19 como pandemia, o que ocorreu somente no dia 11 de março. Os integrantes das nove delegações que atenderam o convite para o treinamento, realizaram, entre outros, exercício prático de detecção molecular do vírus causador da Covid-19.

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No dia 26 de fevereiro, quando foi confirmado o primeiro caso do novo coronavírus no Brasil, ele já estava disseminado em mais de 40 países. Desde então, e nas três semanas seguintes, a evolução do contágio passou a ser acompanhado par e passo. Não demorou muito para que o sinal vermelho levasse as autoridades estaduais e municipais a adotarem medidas severas. O distanciamento social e o fechamento do comércio e serviços considerados não essenciais vieram acompanhados por medidas de proteção e higiene. Ao colocar em prática um modelo de controle, baseado no resultado de testagem por regiões, disponibilidade de leitos nos hospitais de referência, e a padronização por cores que estabelecem os padrões a serem adotados, o governo do estado garantiu o necessário equilíbrio.

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A cada sexta-feira as atenções se voltam para o mapa da pandemia elaborado pelo governo. E no inicio da semana, para a alteração do mesmo, feita a partir da contestação das associações de municípios. Na terça-feira (21) o governador Eduardo Leite (PSDB), em reunião com a Famurs e os presidentes das 26 associações regionais, propôs aos municípios autonomia para adotar restrições no âmbito do modelo de distanciamento social. A reação contrária foi imediata. O argumento de que os gestores municipais não podem assumir as responsabilidades sozinhas foi apresentado pelo presidente da Famurs, Maneco Hassen (PT). A saída foi compartilhar as decisões entre o governo do estado e os gestores municipais, aumentando a responsabilidade dos últimos em relação à medida que façam frente à pandemia.

Curtas:

# Ações individuais e coletivas em prol de entidades filantrópicas e de pessoas e famílias que vivem em vulnerabilidade social se multiplicam nestes tempos de pandemia.

# Uma das tantas iniciativas ocorreu em Getúlio Vargas, aonde um grupo de pessoas realizou uma ação para arrecadação de fundos.

# Com o apoio incondicional da comunidade a iniciativa alcançou o patamar estabelecido.

# O resultado da Campanha Solidária, como foi chamada, já foi entregue a direção do Hospital São Roque, Lar da Menina, e Lar dos Idosos.

# Outro exemplo de vem da cidade de Erechim, aonde as empresas abraçaram o projeto Um Abraço no Santa, que prevê a reforma de 53 quartos do Hospital Santa Terezinha, totalizando 150 leitos.

# Na quinta-feira (23), dentro das comemorações dos 51 anos da Cooperativa Regional de Eletrificação do Alto Uruguai (Creral), seus dirigentes entregaram a direção da casa de saúde à reforma de um dos quartos.

# Com a reforma realizada pela Creral foram 27 quartos reformados, que receberam melhorias na parte elétrica e hidráulica, pisos e revestimentos, banheiro, substituição de portas e pintura.

# E ainda, cada um dos quartos recebeu novas camas com controle elétrico, equipamentos, móveis e televisores.

# A arrecadação Campanha do Agasalho 2020, realizada no município de Getúlio Vargas através da Secretaria de Saúde e Assistência social, começou a ser distribuídas nesta semana.

# As doações, que passaram por triagem e seleção por tamanho, foram expostas no Centro de Convivência de Idosos, Natalício José Botolli.

# As pessoas puderam escolher as roupas e todas as medidas de proteção foram tomadas pela equipe da assistência social, sem aglomerações e filas.

Dito & Feito:

A Prefeitura de Getúlio Vargas interditou na manhã de quinta-feira (23) os aparelhos de ginástica do Centro Esportivo Municipal Ataliba José Flores, e a quadra de basquete, após denúncia de aglomerações no local durante o final de semana. A pista de atletismo continua liberada para atividades físicas individuais e uso obrigatório de mascara. 

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