OPINIÃO

PIX: VÍRUS, GOLPES E PREJUÍZOS

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A modalidade de transferência bancária por meio do Pix é ágil e permite a dinamização de atividades econômicas, facilitando os meios de pagamento. Praticamente todos os consumidores usam o Pix, do dono do mercado ao lojista do comércio de roupas, da padaria ao vendedor de milho ou pano de prato nos semáforos da cidade. O volume de transferências de Pix em 2024 foi de R$ 26,403 trilhões. Apesar da comodidade e facilidade do PIX, a ferramenta tem preocupado as autoridades de segurança digital e os consumidores que já foram vítimas de golpes. Segundo dados do Banco Central os prejuízos já somam mais de R$ 4,9 bilhões no acumulado de 2024. Esse dado diz respeito às devoluções de valores que foram solicitadas por usuários e instituições após uma fraude ter sido constatada, mas que não puderam ser retornados. As razões para que uma devolução não seja efetivada incluem, por exemplo, o encerramento da conta do recebedor ou falta de saldo. Ao todo, 3,452 milhões de solicitações acabaram rejeitadas por esses motivos em 2024. 

CATEGORIAS DE GOLPISTAS

O Banco Central classifica as categorias de golpes levando em consideração as contas destinatárias, com o objetivo de identificar os principais meios de fraudes. Informa o BC que na maior parte dos casos em 2024, cerca de 38%, o destino do pix fraudulento foi a própria conta do fraudador, na categoria conhecida como “scammer account”. Já o uso de contas-laranja somou 27% e integram a categoria “mule account”. Apenas 1% dos casos, classificado como “application fraud”, usou a falsidade ideológica na abertura da conta. Cerca de 35% dos casos envolveram situações das mais diversas, não enquadradas nas categorias scammer accout, mule account e application fraud.


VÍRUS QUE ROUBA PIX


Além das fraudes já divulgadas pelas mídias de imprensa, uma nova ameaça digital, identificada como vírus BRats, está causando grandes preocupações aos sistemas de segurança de usuários de Android no Brasil. Segundo a empresa de cibersegurança Kaspersky, “o malware representa uma evolução dos golpes conhecidos como mão invisível, operando sem a necessidade de intervenção direta dos criminosos. De acordo com a empresa, “o ataque inicia-se com a instalação de aplicativos falsos, muitas vezes disfarçados de jogos ou atualizações, que não estão disponíveis na loja oficial do Android. Esses aplicativos solicitam acesso às funções de acessibilidade do dispositivo, um recurso legítimo destinado a auxiliar pessoas com deficiência. Uma vez concedida essa permissão, o vírus obtém controle total do aparelho, permitindo que realize transações financeiras sem que o usuário perceba”. Esclarece, ainda, que ao utilizar o sistema Automated Transfer System (ATS), o vírus BRats é capaz de efetuar transferências fraudulentas mesmo com a tela do celular desligada ou bloqueada. O malware altera a chave Pix e, em alguns casos, o valor da transação, direcionando o dinheiro para contas controladas pelos golpistas.

PRECAUÇÕES

Para se defender desse vírus em especial, os especialistas recomendam a instalação de aplicativos apenas da loja oficial do Android (Google Play Store); desconfiar de solicitações de acesso às funções de acessibilidade por aplicativos desconhecidos; a utilizações de softwares antivírus confiáveis e manter o sistema operacional atualizado; a ativação de autenticação de dois fatores em aplicativos bancários e evitar clicar em links suspeitos recebidos por e-mail ou aplicativos de mensagens.



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