OPINIÃO

Teclando - 14/05/2025

Cidadania e civilidade

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Cidadania e civilidade

Na caminhada da vida, andamos muito para evoluir. Entristece ver quando em conjunto estamos involuindo. É visível a falta de cidadania e civilidade. Cidadania, não no sentido de condição pátria e, sim, na condição de cidadão. Vejo condutas coletivas que são de arrepiar o cabelo. Isso, porque o cidadão não tem apenas direitos, pois também carrega deveres. Podemos traduzir isso em civilidade, que exige respeito mútuo, cortesia e boa conduta. Ou, apenas resumir tudo como educação.

Ora, a falta de cidadania conduz ao desrespeito e aos abusos perante os outros. Em Passo Fundo, a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, cumprindo suas atribuições, incrementa ações de fiscalização. Em recente ação, até interditou estabelecimentos. Alguns ainda não entenderam até onde vão seus limites e sequer respeitam o espaço público. Outros, nem tinham alvarás. Na visão do próprio umbigo, há quem se ache no direito de não cumprir as exigências legais.

Alguns não gostam de ser fiscalizados pelo Poder Público, mas, em contrapartida, reclamam de qualquer falha no serviço público. Por outro lado, para aqueles que estão em dia e cumprem as regrinhas básicas da boa convivência, a fiscalização é uma régua para colocar respeito. A isonomia no tratamento é necessária, pois é inadmissível que uns cumpram e outros não cumpram as exigências legais.

Fiscalizar não é fácil, porém indispensável para manter a civilidade e a boa convivência. O secretário Adolfo de Freitas, entende que “a expectativa é de que as pessoas exerçam mais a cidadania, que é função apenas do cidadão”. Concordo e emendo com o exercício da civilidade coletiva, através do conjunto das normas de comportamento social. Não podemos piorar. Merecemos evoluir.

Conclave I

Na quinta-feira, logo após o Vaticano anunciar o novo Papa, iniciou outro conclave desta vez em Passo Fundo. Foi no aconchegante Bistrô Mala Strana, reunindo a cardinalidade da Mesa Um do Oásis. Ludgero Cruz paraninfou o encontro com as iguarias da culinária árabe. O conclave esteve pautado na sempre agradável convivência do emblemático cardinalato passo-fundense. Como estávamos enclausurados, não pude observar a cor da fumaça que marcou o encerramento do conclave. Segundo fiéis que acamparam na Travessa Expedicionário, não foi preta e nem branca. Seria verde, alusiva à saúde e serenidade da rapaziada que participou do encontro.

Conclave II

No conclave da Mesa Um o cargo de Camerlengo, que estava vago, foi assumido por Léo Castanho que fechou o portão do bistrô após o encerramento do encontro. Na saída, fui presenteado pelo Jamil Khoury com algumas especiarias do oriente, inclusive um incomparável sumagre libanês. As iguarias são resultado de recente incursão gastronômica de Jamil, Maurício Rigotto e Péricles Subtil ao Marrocos. Aliás, no triângulo cabeça da Independência, com vértices no Batatas, Boka e Bokinha, a bolsa de apostas era de que, diante das tentações, eles não regressariam. Mas, apesar dos prognósticos maledicentes, a viagem teve happy end e não foi necessária aquela conhecida e marcante trilha de Giorgio Moroder.

Carrinhos

Ainda sobre cidadania, civilidade e educação, observem onde as pessoas deixam os carrinhos de supermercado. No Bourbon, com ampla área, os mal-educados colocam bem no meio das vagas de estacionamento. No Zaffari do Bella, tem quem leve o carrinho até uma ou duas quadras de distância. E não é só isso. Esses dias encontrei um carrinho do Stock Center perdido na Praça Marechal Floriano. Quem faz isso, além da falta de educação, ainda demonstra incapacidade para a boa convivência social. Que feio!

Pastelaria

O fedor que vem da pastelaria aqui embaixo propicia um cardápio variado ao olfato. Alho, cebola, molho de tomate (meio queimado) e frituras.

 Centenário

Tic-tac, tic-tac e o tempo não para. Agora (suspiros) faltam 36 dias para o Centenário de O Nacional.

Trilha sonora

Giorgio Moroder - Theme From Midnight Express


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