OPINIÃO

Teclando - 30/07/2025

Em nome do amor

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Em nome do amor

Amor, doce e febre andam juntos. A paixão pode até dar febre, mas dizemos que é a chama do amor. E nosso amor chamamos de meu docinho. Agora, a febre é o Morango do Amor. Os doces são modismos que adoçam bolsos mundo afora. É claro que há os tradicionais que nunca saem de moda. As tortas Marta Rocha, de morango com nata ou de chocolate são clássicas. Já a torta de maçã é europeia, mas, quase universal, se aquerenciou pelo Uruguai.

E, dentre tantos doces, Pelotas tem os irresistíveis Ninhos de Fios de Ovos. E ninhos também simbolizam o aconchego dos amantes e, portanto, embalam o amor. As balas de coco, embrulhadas em coloridos papel de seda, eram a moda nos aniversários dos anos 1960. Depois veio o Negrinho, que o clima caserneiro vigente nos anos 1970 rebatizou como Brigadeiro. Teve a época do Creme de Papaya com Cassis, uma quase obrigatoriedade na sobremesa dos restaurantes nos anos 1990.

Depois, nos lambuzamos com a Maçã do Amor. Seria uma analogia à Branca de Neve, onde o veneno era representado pelo próprio modismo. Os cupcakes atormentaram no início dos anos 2000. Já há muito mais tempo, o chocolate está a serviço do amor, com sugestivas utilizações eróticas. Que o digam os chocolatinhos franceses Langue de Chat e as cerejas ao licor.

Agora, só se fala no Morango do Amor. Made in Brazil, a febre deu a volta ao mundo com ou sem taxas de importação. Mas, a turma não perdoa e já circulam vídeos da novíssima Banana do Amor. Banhada em chocolate, tem o design que move a humanidade. Modismos lucrativos. Enfim, bons negócios de olho no mais atrativo dos negócios: o amor. Afinal, o amor é a febre que garante a preservação da espécie.

Problema sensorial?

A turma do trânsito, tanto os que circulam quanto os que deveriam mandar parar, parece-me que está com falhas sensoriais. Motoristas de enormes carretas não enxergam ou não dão a mínima para as placas de trânsito nas entradas de Passo Fundo. Os condutores das barulhentas, além de perigosas, bicicletas motorizadas sequer sentem o odor de óleo queimado pelos motores dois tempos. No outro lado do balcão, ao que parece, não conseguem escutar o estridente barulho das bicicletinhas motorizadas. Além da audição, a visão também estaria prejudicada, pois, não enxergam os enormes caminhões que atravessam a cidade. As bicicletas são pequenas. Os caminhões são enormes. Têm em comum a ilegalidade.

Aeroporto

O mal localizado Aeroporto Lauro Kortz irá à leilão em uma PPP, parceria-público-privada. A proposta prevê, como de costume, aporte de dinheiro público. Ora, uma privatização que tira recursos do cofre do Estado ao invés de oferecer um dinheirinho ao Estado? O problema é que, como ocorre há décadas, quem está no cockpit não é ouvido. Assim, prevalece o “conhecimento” de passageiros e políticos de passagem. Agora, falam em ampliar a estação de passageiros. Sequer uma palavrinha sobre alargar a pista. Ou seja, passam por cima da questão operacional e querem um lugar bonitinho para embarcar. Esquecem-se que a pista é o principal e o resto acessório. Enquanto neófitos deram pitacos, não decola.

Ética

Depois de ouvir os jalecos no “Bric-à-Brac da Vida”, me contaram sobre advogado falando em inventário durante velório. Não acreditei!

Papagaios

Patriotismo não é se fantasiar de papagaio. Muito menos papagaiar em língua estrangeira.

 Pastelaria

Segunda-feira, virada no tempo e aumentou o fedor da pastelaria aqui embaixo.

 Centenário

Nas páginas centenárias de O Nacional, a tinta está no papel para contar muitas histórias. Em preto e branco ou colorido, não faltam vira-casacas. O papel não mente.

Trilha sonora

Dalida e Alain Delon - Paroles, Paroles


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