Aeroporto
O Aeroporto, título do filme de 1970, inspirou muitas tramas nas telas. Em Passo Fundo Aeroporto é nome de novela. Isso por conta de uma série de fatores, que passam pelo pensamento humano e têm impulso com as condições da natureza. A parte humana passa, invariavelmente, pelo fato de os neófitos palpitarem, os usuários sonharem e os políticos aproveitarem. Formaram-se comissões sem sequer um piloto como integrante. Havia gente de todas as áreas, predominavam os políticos e não tinha nenhum aviador a bordo.
Deram ênfase à estação de passageiros em detrimento do principal: a pista. Nunca é demais dizer o óbvio: sem pista não existe aeroporto! A pista é o principal, enquanto outras instalações, mesmo necessárias, são os acessórios. Já a parte da natureza diz respeito à péssima localização do aeroporto, com eixo da pista fora do eixo do vento predominante e excessiva altitude. Ou seja, problemas para domar o vento e estar escondido quase dentro das nuvens. Foi improvisado ali para aproveitar uma área da Fazenda da Brigada Militar. Colocaram pedras, depois asfalto, mais tarde mais uma enjambrada e, de remendo em remendo, é o aeroporto que dispomos.
Agora, com um modelo de privatização, confesso que estava fechando a porta do hangar com medo de que conhecidos aventureiros vencessem a licitação. Porém, quando surgiu o nome de Erasmo Battistella passei a vislumbrar um lampião na cabeceira da pista. Digo lampião porque traz a luz das nossas raízes, um orgulho que dá esperanças de novos caminhos. Então, espero que, como é seu hábito, ele arregasse as mangas. Terá muito trabalho pela frente. Mas, aposto, sua empreitada permitirá a Passo Fundo voar em outro patamar. Aperte os cintos, Erasmo. Bom voo.
Inédito
Passo Fundo já tem multipropriedade registrada. O titular, Dr. Luiz Juarez Nogueira de Azevedo, e a equipe do Registro de Imóveis de Passo Fundo, comemoram uma experiência inédita em Passo Fundo. Foi o primeiro registro de uma multipropriedade. A modalidade permite compartilhar um imóvel entre vários proprietários. O regime, em uso descontínuo, possibilita que todos os coproprietários tenham um período de uso do imóvel. A prática é comum em áreas turísticas como, por exemplo, Gramado ou setores nobres do litoral catarinense. Para Passo Fundo é mais um atrativo ao turismo, através de plataformas de locação. E, é claro, investimento facilitado.
Remeleixo
Além da meteorologia do Boqueirão, a sabedoria popular passo-fundense ainda conta com o Remeleixo. Sim, ele mesmo, Neucir Rebelatto. Basta ele e a sua turma irem para a calçada em frente ao Café do Beto que desanda água ou esfria. Na segunda-feira ao pôr-do-sol o céu estava numa boa. Mas Remeleixo e sua turma foram para uma mesa na calçada. O interessante é que usavam um boné verde, certamente brinde distribuído por um amigo. Passei por lá e Remeleixo gritou “com boné não chove, viu?” Pois bem, logo desandou um aguaceiro daqueles bem preparados. O esperado milagre do boné não funcionou. E vem mais chuva por aí. Com ou sem boné.
Mesa Um
A turma da Mesa Um do Oásis voltou com força. Depois de definir que os encontros ocorreriam às segundas-feiras, o pessoal tem batido o ponto com regularidade. Até o Léo, quando não está com enxaqueca, vem de Ernestina só para receber os confrades. Os reencontros atiçaram o pessoal para passar por lá em outros dias. Na semana passada, na sexta-feira, o quórum foi excelente. E, acreditem, tinha até general na roda. Sim, o General Daudt, que é passo-fundense, reencontrou amigos por lá. Sem continências ou incontinências, foi um agradável encontro.
Centenário
O ano é bom mesmo em atropelamento. Já estamos começando outubro e isso significa que, rapidinho, rapidinho, já se foram 104 dias depois de o Centenário de O Nacional.
Pastelaria
Ouço diariamente muitas perguntas sobre o fedor da pastelaria aqui embaixo. Então, antes que indaguem, antecipo a resposta: nos últimos dias predomina o odor de alho. Ou, para os olfatos mais requintados, Allium sativum.
Trilha sonora
Angie Stone - These Eyes


