OPINIÃO

Teclando - 02/09/2026

Pedaços de nossas vidas

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Pedaços de nossas vidas

Uma caverna, uma árvore ou uma casa são peças de um fantástico quebra-cabeças. A montagem permite o exercício do conhecimento, ou, ainda mais importante, o caminho para pensar.

O velho quebra-cabeças, aquilo que os afetados pela síndrome de vira-lata chamam de puzzle, é mais do que lúdico. É a didática que abrange da cognição à reflexão. O problema do quebra-cabeças é que não podem faltar peças.

O preenchimento de uma tela não permite o vácuo, neste caso uma simples pecinha. Assim, é o palco onde vivemos. E, nessa convivência, os objetos concebidos pelo ser humano são pedaços de nós mesmos.

Eis o exemplo de uma antiga edificação que abrigou uma família: a Casa Dipp. Ora, nunca foi necessário conhecer o interior da residência. Sua fachada é um pedaço da nossa paisagem. Sim, é uma peça do quebra-cabeças da nossa história.

Ufa! Foi preservada e ocupa o seu espaço no quebra-cabeças de milhares de passo-fundenses. Ficou em boas mãos. E, das boas mãos do Sérgio Panizzon, saltou para o futuro.

É um pedacinho de nada na Avenida Brasil. Mas, no quebra-cabeças da memória, permite contar a história de Passo Fundo. Isso não significa apenas o resgate do passado como uma parte de um acervo. Tem significado maior, porque nas montagens futuras de milhares de quebra-cabeças não será apenas uma pecinha preenchendo um espaço.

Ah, quebra-cabeças mexem com as cabeças. Isso, não significa apenas o conhecimento do passado no presente com o olhar no futuro. Assim, a Casa Dipp também exercerá reflexões para exercitar raciocínios. Afinal, apagar a memória também significa obstruir o pensamento.

Muito obrigado, Panizzon. Forte abraço!

Casa do Engenheiro

Entre restauros e abandonos, a preservação tem passos cambaleantes. Infelizmente, há prédios históricos com um pilar na cova. O caso mais emblemático é da Casa do Engenheiro-Chefe da Viação Férrea. Aliás, situação vergonhosa. A linda casa, que fica na Avenida Sete esquina com Chicuta, foi invadida, incendiou e esfacela-se pedaço por pedaço.

O triste é que até agora ninguém fez absolutamente nada para salvar o importante patrimônio histórico. Nada de concreto, pois estudos, planos, explicações e promessas são palavras ao vento. E o abstrato nem com betoneira vira concreto. Falta ação. Ou, mais objetivamente, alguém dar um passo à frente, bater na mesa e solucionar. Em outras palavras, assumir a bronca. O resto a gente discute depois. Antes, porém, é necessário salvar!

CRT

A velha e saudosa CRT é parte da história dos gaúchos. Nasceu de um gesto firme, quando o governador Brizola encampou os serviços de telefonia no Rio Grande do Sul. Foi a nossa telefônica, dos aparelhos à manivela ao início da telefonia celular. Morreu na propalada privatização do governador Britto.

A história da CRT tem pedaços espalhados pelo estado. Aqui em Passo Fundo, resta o prédio da Coronel Chicuta que, ao exemplo da Casa da Ferroviária, também está abandonado. Ora, não há modus operandi para salvar esse patrimônio histórico? A história traz o exemplo da encampação. Encampa, tomba e depois a gente discute farelos legais etc. Basta fazer!

Rodovias

Desde sempre, a região Norte do RS é carente em rodovias. De uns tempos para cá, ressuscitaram a velha Transbrasiliana. Por enquanto a ressurreição fica apenas na conversa. O asfalto, que chegaria há mais de 60 anos, é caminho para o anedotário popular. Pior, pois estão olhando para o passado. Ora, asfaltar o trecho entre Passo Fundo e Erechim com apenas duas pistas é retrocesso. Ou ninguém olha para o futuro?

E falando em rodovia e futuro, o que temos de concreto ou asfalto chegando para duplicar a BR-285 no trecho Passo Fundo - Carazinho? Como ficará quando a nova usina da Be8 entrar em produção? A resposta deve ser na prática, sem palavras ao vento. Enfim, vamos pensar grande. Necessitamos de rodovias modernas. O resto é piada!

Caminhões ou aviões?

Enquanto, inexplicavelmente, enormes caminhões atravessam a Avenida Brasil, ainda não temos aviões para Porto Alegre. A nova concessionário do Lauro Kortz, a ON8, conversa com as empresas para garantir a ligação. Mas, é claro, há questões técnicas e de malha nas empresas para bater o martelo. Sem aviões para a capital, temos como consolo observar os caminhões que cortam a cidade.

Pastelaria

Acho que logo teremos novidades em relação ao fedor que vem da pastelaria aqui embaixo. E pode feder para outros lados também.

Trilha sonora

Electric Light Orchestra - Livin' Thing


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