Patrulhas e patrulhamentos
Entre patrulhas, patrulheiros e patrulhamentos, a vida segue. Contamos com o indispensável patrulhamento ostensivo, através de viaturas, a cavalo e de bicicleta pelas ruas da cidade. Ou a pé, como nos tempos de ‘Pedro e Paulo’, duplas de brigadianos que circulavam pelas calçadas.
Depois, em período de exceção, havia o patrulhamento ideológico, uma espécie de policiamento à liberdade de expressão. Os patrulheiros de então eram autênticos oportunistas conhecidos como dedos-duros. Além de enxergarem fantasmas, caluniavam até quem colocara chifres em suas cabeças.
Agora, aproveitando-se da tecnologia disponível, surgiu uma cópia não-oficial da radiopatrulha. Assim, vivemos um patrulhamento sistemático compulsivo das lavadeiras do Século XXI. Até desconfio que seja compulsório, pois, praticamente, é uma imposição de pensamentos achatados por um rolo-compactador. Não escapa nada, da política à arte existe uma vigilância sobre o pensamento e a conduta pessoal. Implicam com tudo que atice sua ira sem eira nem beira. Cultura, então, é um palavrão para os patrulheiros de plantão.
As redes sociais são as guaritas dos patrulheiros que, na prática, são guerrilheiros neomoralistas. São tóxicos, chatos de galocha que implicam com tudo e se incomodam por nada. Assombram-se com nomes, assustam-se com cores, mas não sentem os próprios odores. Transformam seus pavores em horrores. Enfim, enchem o saco mascando baboseiras e distribuindo asneiras. O pior nesse contexto, é que os patrulheiros acreditam nas próprias besteiras.
Essa patrulha compulsiva acaba com a boa convivência. É uma chatice que aborta o bom humor, esfacela a lógica, embreta a inteligência, corrói amizades e fragmenta famílias. Os patrulheiros da atualidade odeiam espelhos para não enxergar o próprio rabo. Então, prefiro assistir a Patrulha Canina onde as caudas acenam em simpática harmonia.
Rotativo
O estacionamento da Área Azul de Passo Fundo opera no sistema rotativo. Infelizmente, volto ao assunto pela falta de cidadania de alguns. Sim, há quem deixe o veículo durante todo horário de expediente na mesma vaga. Pior ainda especialmente quando é comerciário ou comerciante, pois o sistema foi implantado por imposição do comércio lojista. Falta de rotatividade também é falta de educação. Será que esses ‘fora da rotatividade’ estão sendo devidamente penalizados?
Números
Aqui por Passo Fundo, observo algumas peculiaridades recentes. Chama a atenção, por exemplo, as imponentes igrejas na Rua General Osório, trecho da Vila Luiza. Também é impressionante a quantidade de óticas na Avenida Brasil. Mesmo assim, a quantidade de óticas na Brasil ainda não supera o número de prefeitos presos em Santa Catarina. Pela última atualização, 29 prefeitos catarinenses já estavam presos. O impressionante é que, na maioria, são daquela mesma turma que prega moral de cuecas.
Foguinho
Após minha lamúria pela ausência do Calendário da Caixa 2026, o querido e talentoso Luiz Carlos Barbieux Oliveira, que todos conhecemos como Foguinho, saiu na frente. Enviou o calendário da OM Arquitetura, obviamente ilustrado com suas belíssimas aquarelas. Fogo também deixou exemplares para o pessoal da Mesa Um do Bar Oásis. Foi um sucesso e a turma agradece! Até agora, no placar: Foguinho 1 x 0 Caixa.
Cilon
Falando em calendário, em dezembro perdemos mais um amigo frequentador do Bar Oásis: Cilon Tadeu de Freitas Lima. Advogado em Lagoa Vermelha e pecuarista em Esmeralda, Cilon foi meu contemporâneo de faculdade. Todos os meses, batia o ponto no Oásis. Tradicionalmente, trazia em dezembro um calendário de parede para os amigos de Passo Fundo, sempre com as fotos do lindo marmoreio do gado Galloway.
Centenário
Após 209 dias do Centenário, faltam 156 dias para O Nacional completar 101 anos. Portanto, respeito! Isso também vale para quem lembra o Gato Risonho de Alice no País das Maravilhas.
Pastelaria
O vento mudou. Então, piorou o fedor que vem da pastelaria aqui embaixo.
Trilha sonora
Burt Bacharach e Dionne Warwick - I Say A Little Prayer For You


