OPINIÃO

Teclando - 29/04/2026

Cada roda no seu galho

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Cada roda no seu galho

Enquanto a Terra redonda gira em seu próprio eixo, ao que parece, por aqui tudo gira. Da gira do Batuque às múltiplas rotações das rotativas que imprimem este Jornal, estamos girando. Obviamente, isso tudo graças à roda que existe há mais de cinco mil anos. Desde então, o dispositivo circular multiplicou-se e mudou o mundo.

Virou roleta nos cassinos e roda-gigante nos parques de diversão. Mas sua marca principal é no transporte. Desde as primeiras carroças até hoje, os veículos representam uma grande evolução. E, ainda, perigo para as pessoas. Se antigamente faltavam freios, agora falta bom senso.

A turma das duas rodas, por exemplo, faz peripécias pela cidade. Para agilizar a entrega, alguns motoboys circulam na contramão e até em cima das calçadas. O que mais assusta são as bicicletas que, em alta velocidade, passam raspando pelas pessoas no passeio público. As rodas ganharam propulsão elétrica, uma novidade ainda não muito bem assimilada.

Não sei exatamente o que pode e o que não pode. Mas, observo que andam na pista principal, atravessam canteiros, usam faixas de segurança, estacionam em qualquer local e passeiam tranquilamente pelas calçadas. Ao que parece, teriam as mesmas regalias de automóveis, motos, bicicletas e pedestres.

Claro, a propulsão elétrica é o futuro que está chegando sem poluir. São mais rodinhas no mundo das rodas. Mas, assim como os primeiros carros de boi, também devem respeitar algumas regrinhas. Começa com educação, passa pelo bom senso e não escapa do respeito. Não podemos transformar a roda de um divertido carrossel numa roda de roleta-russa.

Sejamos práticos

Nos últimos anos, tivemos a demolição de parte da história de Passo Fundo. Dos ginásios ao prédio da Faculdade de Direito, parece-me que a burocracia não ajudou na preservação do patrimônio público. Então, está mais do que na hora de o pragmatismo driblar a enrolação dos trâmites de caracóis. Cito, dentre tantos, dois casos de gravíssima urgência. Salvar a Casa do Engenheiro Chefe da Viação Férrea, na Avenida Sete de Setembro esquina com Chicuta. Do jeito que está, logo desaba ou incendeia. Também fico preocupado com a Chaminé da Brahma, símbolo da indústria e emblemática recordação do famoso chope de Passo Fundo. Os tijolos já pedem socorro. E, por que não tem mais iluminação?

 Transbrasiliana

O asfalto da Transbrasiliana, trecho Passo Fundo-Erechim, é piada antiga. Escutei isso pela primeira vez há mais de 60 anos! E a novela continua. Porém, agora, sonhar com o asfaltamento da Transbrasiliana apenas com duas pistas é pensar muito pequeno. O traçado é bom, mas foi planejada para outra época. Faço paralelo com a BR-101, trecho Itajaí-Florianópolis. Antes da duplicação tinha, praticamente, o mesmo fluxo de hoje entre Erechim e Passo Fundo. Agora, com quatro pistas, já está no sufoco. A Transbrasiliana, mesmo dividindo movimento com a RS-135, quando asfaltada já terá um tráfego que exigirá quatro pistas. Ora, se for para asfaltar, que seja de olho no futuro. Ou ficaremos mais uns 70 anos esperneando pela duplicação?

Ano eleitoral

Aparentemente, nem parece que estamos em ano de eleições. Mas, com uma lente apurada, a gente já vê algumas pessoas mais sorridentes por aí. Alguns, obviamente, são candidatos. Os outros são apenas os eternos cabos-eleitorais que nunca chegarão ao posto de sargento. É aquela turma que saçarica no entorno da Prefeitura e da Câmara. Momento oportuno, ainda, para futuros candidatos a vereador também abrirem suas asas. Pedem votos por todos os lados e para todos os lados. Fidelidade zero!

Mesa Um

Mesmo ainda contabilizando as últimas baixas, a turma da Mesa Um do Bar Oásis mantém a tradição. Oficialmente, agora os encontros acontecem às segundas-feiras lá pelas 13h30. Nas sextas, também é comum a turma bater o ponto na tradicional confraria. O frio não atrapalha e na segunda-feira desta semana o quórum extrapolou as mais otimistas expectativas.

Eliéser no Batatas

Programação desta semana do Batatas tem a volta de Eliéser Lemes, que, depois de Los Marias, é o baterista do Pata de Elefante. Na quinta-feira, ele integra Los Paranóias, dividindo o Menor Palco do Mundo© com Milton Roque e Sérgio Jr. Na sexta, tem mais Eliéser com Chico Fran e Milton Roque. No sábado, sobe a banda StereoSoul com Jess Rodrigues, Danrlei Ludwig, Rubens Scottá e, obviamente, Carlos Bolacha.

Centenário

Parece que foi ontem, mas o Centenário de O Nacional ocorreu há 314 dias. Mais 51 dias e chega aos 101 anos. Números bonitos de uma história que exige muito respeito.

Pastelaria

Segunda-feira, o fedor vindo da pastelaria aqui embaixo foi de molho de tomate (meio queimado). Na terça, tivemos predomínio de fritura básica. E a vigilância ambiental onde anda?

Trilha sonora

The Rigthteous Brother - Unchained Melody


 

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