A Copa viralizou
Não é apenas futebol. É Copa do Mundo. É o assunto até mesmo para os inimigos da bola. As figurinhas vão muito além das páginas do álbum desta edição, porque as Copas do passado também voltaram à pauta.
A cobertura jornalística, com novas mídias e tecnologias, é ampliada. Não é apenas a bola. É entretenimento. Aliás, mais entretenimento do que esporte de fato. Aí, então, surgem baboseiras e asneiras recheando coloridas abobrinhas. Um gesto ou um grito é captado e, automaticamente, viraliza nas redes sociais ou antissociais.
Porém, nem sempre foi assim, porque antigamente a Copa chegava apenas pelas ondas do rádio. Em 1958, a Rádio Guaíba foi a primeira a transmitir para o Rio Grande do Sul. Desta eu não lembro. Recordo que comemorei nas ruas em 1962. Do fracasso de 1966, ficaram as ríspidas palavras do narrador Pedro Carneiro Pereira contra a CBD (hoje é CBF).
Aí, em 1970, pela primeira vez assistimos um Mundial pela televisão. Em preto e branco, é óbvio. Entre chuviscos, enxergamos Pelé e sua turma em pool de televisão. O patrocínio era de Esso, Gillette e Souza Cruz. A partir de 1974, com televisão em cores, a gauchada seguiu à risca o ditado “olho na TV e rádio na Guaíba”.
Agora, com seis opções na televisão, é overdose de Copa do Mundo. Já que o verbo da moda é viralizar, indiscutivelmente a Copa viralizou. Prova disso é este texto, sem esquema tático ou inspiração em gol. O importante mesmo, nesta e em outras edições, é a interação entre os povos. Temos aulinhas de história e geografia implícitas a cada partida. Entram em campo colonizados, colonizadores, imperialistas, invasores ou invadidos. Arrogância, prepotência e humildade seguem as mesmas regras dentro das quatro linhas.
Há alguns anos, o Edu do Boka já dizia que não existe mais trouxa em futebol. Não tem carteiraço. Valem talentos individuais e a harmonia dos conjuntos. Numa Copa, parafraseando Jorge Benjor, ninguém tem humildade em gol. A Copa é viciante. Portanto, cuidado para não ficar dependente e, depois, sofrer com a abstinência.
Em excelente companhia
Desde que cheguei em Passo Fundo, nas páginas de O Nacional sinto-me em casa. E não é só trabalho, pois os vínculos vêm carregados de amizades, cordialidades e parceria desde os tempos do Seu Múcio. Nas trocas de gerações, pouco mudou nesta conexão. Na semana passada, nosso querido Fernando de Castro publicou uma coluna sob o título “O crepúsculo do isento”. Texto muito bem trabalhado. Aliás, bem alinhavado, pois pontilha do cérebro humano à Seleção do Ancelotti. Seria apenas mais uma excelente crônica do Fernando. Porém, meu imaculado nome foi citado duas vezes. Algo que em outras condições até poderia exigir alguma forma de reparo por danos morais; aquela moral que engole moedas. Mas, confesso, desta vez eu e meu ego adoramos. Fernando colocou-me em excelente companhia ao lado de Ernest Hemingway, Charles Bukowski e Tarso de Castro. Credo! Baita elenco. Se alguém ainda não leu, leia. Imperdível.
Improbabilidades
Temos dúvidas, incertezas e um pé atrás por via de novas dúvidas. A probabilidade de acertar na Megasena é de apenas 0,000002%. Mesmo assim, apostamos. Em nosso meio, existem algumas improbabilidades que merecem um buquemeque (aquilo que ainda chamam de bookmaker). Então, abro as apostas para saber o que é mais fácil:
1) Asfaltarem o maldito trecho da Transbrasiliana; 2) Conversar 5 minutos com o Mattevi sem ele falar em Estados Unidos? 3) Os enormes caminhões não atravessarem mais a Avenida Brasil? 4) A volta do Brizola? 5) A Estátua do Teixeirinha cantar Gaúcho de Passo Fundo? Façam suas apostas e boa sorte!
Concreto do Panizzon
Mais que um artista da cirurgia plástica, o gentleman Sérgio Panizzon vai do bisturi às betoneiras nas obras da Point. Agora, o foco é o Edifício Ícone, na esquina da Brasil com Capitão Eleutério – onde estava o Edifício Giongo. E não é pouca coisa. Serão 33 andares no coração da cidade. Em quase uma operação de guerra, na próxima segunda-feira, 06/07, será concretado um bloco de 730m³! Algo que, acredito, nunca vimos por aqui. Para dar uma ideia, são 70 toneladas de ferro, 21 estacas a 22 metros de profundidade. O concreto será em uma área de 14 x 14m e 3,60m de altura. Com orgulho, Panizzon conta que a obra já recebeu a visita de muitos estudantes de engenharia. Haja concreto!
Centenário
Tópico encerrado!
Pastelaria
Se outros estabelecimentos já instalaram filtros, sistemas de tratamento de efluentes gasosos ou de exaustão equipados com filtragem, por que persiste o fedor da pastelaria aqui embaixo? Seria falta de fiscalização?
Trilha sonora
Maria Gadú - Ne Me Quitte Pas

