OPINIÃO

“Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo”.

Por
· 3 min de leitura
Você prefere ouvir essa matéria?
A- A+

A solene profissão de fé: “Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo”, continua a ser repetida por cada cristão que tem Cristo por fundamento. Jesus é o “Filho do Deus vivo”, o Messias prometido, que veio à terra para oferecer à humanidade a salvação e satisfazer a sede de vida e de amor que habita em cada ser humano. As solenes palavras de Pedro convidam a tomar consciência de que Cristo é o verdadeiro tesouro pelo qual vale a pena orientar a vida inteira (Isaías 22,19-23, salmo 137(138), Romanos 11,33-36 e Mateus 16,13-20).

Jesus dirige duas perguntas aos discípulos, a primeira é: “Quem dizem os homens ser o Filho do Homem?” A resposta revela a opinião corrente identificando Jesus com profetas relevantes do passado. Consideram-no um personagem religioso junto a outros conhecidos. Na resposta há indícios de verdade, mas é incompleta e não corresponde com a verdade, pois fica no “diz-se”.

A segunda pergunta solicita uma resposta pessoal: “E vós, quem dizeis que eu sou?” A resposta de Pedro é uma profissão de fé que vai mais longe que os simples dados empíricos e históricos, mas penetra no mistério da pessoa de Cristo na sua profundidade. Pedro responde pessoalmente reconhecendo Cristo como “Filho do Deus vivo”. É o Salvador esperado no qual se cumprem as profecias.

Jesus responde a Pedro que a resposta não é fruto do esforço humano e da razão, mas dom de Deus. “Feliz és tu, Simão, filho de Jonas, porque não foi um ser humano que te revelou isso, mas o meu Pai que está no céu”. Deus deseja ser conhecido. Ele revela a sua intimidade e convida a participar da vida divina. A fé não se limita a oferecer algumas informações sobre Cristo, mas é uma relação pessoal com Ele, uma adesão à sua pessoa com toda a inteligência, vontade, sentimentos. A pergunta de Jesus impele os discípulos a tomarem uma decisão pessoal em relação a Ele. Fé e seguimento são inseparáveis.

Assim como Jesus se dirigiu aos discípulos solicitando uma resposta pessoal, a mesma pergunta é dirigida constantemente a cada fiel. A resposta necessita ser pessoal e contínua. Fé e seguimento vão crescendo e amadurecendo no cotidiano e de forma simultânea. A resposta nunca está concluída. Cada dia se faz necessário dizer “tu és o Messias”; quero seguir-te e deixar-me guiar pelas tuas palavras; coloco-me em tuas mãos. Quero que sejas a força que me sustenta, a alegria que nunca me abandone.

Depois da profissão de fé de Pedro, Jesus fala da Igreja e da sua missão de realizar a obra de Deus. Pedro e os discípulos recebem a missão de cuidar e servir a Igreja. Jesus constrói a Igreja sobre a rocha da fé de Pedro que confessa a divindade de Cristo. A Igreja não é simplesmente uma instituição humana, mas está intimamente unida a Deus. Não se pode separar Cristo da Igreja, assim como não se pode separar a Igreja de Cristo que é a cabeça do corpo. A Igreja não vive de si mesma, mas do Senhor. Ele está presente no meio dela e dá-lhe vida, alimento e fortaleza.

O seguimento de Cristo não se vive sozinho, segundo uma mentalidade individualista. Ter fé é apoiar-se na fé dos irmãos, e fazer com que a tua fé sirva também de apoio para a fé dos outros. Somos chamados a amar a Igreja que nos gerou na fé, que nos ajudou a conhecer Jesus Cristo, que fez descobrir a beleza do amor. Para o crescimento da fé é fundamental a vinculação com a comunidade paroquial, movimentos, a participação na Eucaristia de cada domingo, a recepção do sacramento do perdão e o cultivo da oração e a meditação da Palavra de Deus. Desta proximidade com a comunidade nasce a fortaleza de testemunhar a fé nos ambientes por onde o fiel vive. É impossível encontrar Cristo e não o apresentar aos outros. O mundo necessita do testemunho dos que professam o Cristo, como o “Filho do Deus vivo”.

“Na verdade, tudo é dele, por ele e para ele. A ele a glória para sempre. Amém!”

Gostou? Compartilhe