O caso do osso humano encontrado no Centro de Tratamento de Encomendas dos Correios em Passo Fundo segue sendo investigado. A mulher que receberia a encomenda prestou depoimento à Polícia Civil de Clevelândia no Paraná e confirmou que o fragmento de ossada seria utilizado para exame de DNA.
O osso foi descoberto ao ser examinado no raio-x do Centro de Tratamento de Encomendas dos Correios em Passo Fundo. A encomenda havia retornado da Central dos Correios de Cascavel, no Paraná, onde foi considerada suspeita.
Segundo informações da Rádio Progresso de Clevelândia, a mulher teria dito em depoimento à polícia que o material serviria para identificar se o corpo enterrado em Estação era mesmo de seu irmão, João Augusto de Quadros que faleceu em um acidente de carro há 11 anos.
A família afirmou que não foi possível ver o corpo de João durante o velório, já que o veículo em que ele estava teria incendiado e o corpo possivelmente estivesse carbonizado e algum tempo depois, os familiares receberam ligações telefônicas afirmando que ele estaria vivo.
Em entrevista à emissora de rádio, o delegado Pedro Machado, titular da Delegacia de Polícia de Clevelândia disse que estas ligações foram suscitando dúvidas entre os parentes de João residentes no município paranaense.
Nos últimos dias, em Estação, uma sobrinha da destinatária do osso foi ao cemitério para limpar o túmulo e teria encontrado o fragmento de fêmur e encaminhou o material para a realização do exame.
Em Passo Fundo, o fato estava sendo investigado pela 2ª Delegacia de Polícia. De acordo com o delegado substituto Adroaldo Schenkel, o procedimento adotado pela família não teria valor legal caso fosse comprovada ou não a identidade do cadáver. “Eles deveriam ter contatado a Polícia ou os órgãos competentes”, disse.
Ainda conforme o delegado Schenkel, a partir de agora o resultado do exame poderá confirmar se o corpo enterrado no cemitério de Estação pertence a João Augusto ou a outra pessoa. “No caso de não se confirmar a identidade do corpo deverá ser realizado outro procedimento para descobrir quem está enterrado lá, porque se não for o parente dessas pessoas terá que ser identificado, aí sim, neste caso existe o crime”, afirmou.
Também segundo o delegado Schenkel, neste caso, com a comprovação dos motivos pelos quais o pedaço de osso foi retirado, não fica caracterizado o crime de violação de sepultura.
O inquérito será remetido à Polícia Civil de Erechim.


