Advogado Jean Severo deixa o caso Rafael

No sábado ele se recusou a assinar o novo depoimento da sua cliente por entender que ela foi coagida, e que sua confissão é incompatível com o resultados dos laudos periciais

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O caso de menino Rafael Winques, de 11 anos,  morto no mês passado pela própria mãe na cidade de Planalto, teve uma reviravolta no último sábado. Em novo depoimento prestado para os delegados que comandam a investigação, Alexandra Dougokenski confessou ter matado seu filho por asfixia mecânica. Este depoimento contradiz o que ela vinha alegando, de que a morte havia acontecido depois que o organismo no menino havia reagido mau a medicamentos ministrado por ela. Após perceber que o garoto estava morto, ela ocultou o corpo do filho em uma casa vizinha ao local onde a família morava.

Após o depoimento de sábado, o advogado que trabalhava na defesa de Alexandra deixou o caso. Jean Severo comentou que sua cliente estava sendo coagida a mudar a versão. “Ela ficou com medo que algo pudesse acontecer ao seu outro filho, por isso mudou a versão”, comentou Severo. 

O advogado conta que se recusou a assinar o novo depoimento, por ele ser incompatível com os laudos da perícia, que mostram que as lesões no pescoço do menino foram feitas com ele sedado pelos medicamentos. Além disso, a reconstituição foi coerente com o depoimento inicial dela. “Eu não assinei o depoimento de sábado, gravamos o vídeo explicando que ela estava sendo coagida, mas depois a Defensoria Pública foi chamada e ela voltou atrás novamente, assinando o depoimento”, explicou ele. 

Severo diz que a versão do depoimento prestado no último sábado é facilmente contestada pelos laudos periciais e que optou em se afastar por este motivo. “A versão inicial dela é compatível com os laudos e com a reconstituição, mas a confissão de sábado é facilmente contestada”, explicou o advogado. Ele ainda destacou que apesar de não estar mais trabalhando no caso, deve acompanhar de forma externa para analisar os rumos que o caso irá tomar. 

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