Presidência busca consenso

CPI DA CODEPAS: Reunião entre presidente da Casa, Márcio Patussi (PDT) e liderança da base governista e da oposição terá o objetivo de buscar consenso quanto ao período de investigação

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Proponente, Marcos da Silva, disse que não abre mão do período protocolado.Proponente, Marcos da Silva, disse que não abre mão do período protocolado.
Proponente, Marcos da Silva, disse que não abre mão do período protocolado.
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O presidente da Câmara de Vereadores, Márcio Patussi (PDT) deve se reunir com os líderes da bancada governista, Alex Necker (PCdoB), e da oposição, Rui Lorenzato (PT) em busca de consenso em relação ao período de investigação da CPI da Codepas. A intenção de apurar irregularidades na companhia é unanime entre os legisladores, mas o período tem sido o principal embate entre os pares. O requerimento apresentado pelo progressista Marcos da Silva, que conta com o apoio da bancada de oposição, determina um período de investigação de cinco anos. Enquanto isso, o apresentado pelo vereador Patric Cavalcanti (DEM), e conta com o apoio do bloco governista, propõe um período de 12 anos. Os dois textos apresentam o mesmo objeto de investigação e diferem somente quanto ao período a ser apurado. Ambos pretendem analisar o sucateamento da frota da Codepas.

O regimento da Câmara de Vereadores determina que os requerimentos para abertura de CPI tramitem por duas discussões na pauta da sessão. O pedido protocolado por Patric foi discutido na pauta pela segunda vez, durante a sessão de ontem, e será analisado hoje pela Procuradoria da Casa. Já o projeto protocolado por Marcos já passou pela analise da Procuradoria, mas ainda não teve parecer deferido. A intenção da Procuradoria também é a construção de um acordo entre os vereadores e deverá aguardar o resultado da reunião para deferir os pareceres.

Regimento
Caso não aconteça acordo, o regimento da Casa determina que nos casos de matérias com o mesmo objeto prevalece o primeiro protocolo, neste caso, o requerimento do vereador Marcos.

Impasse
O vereador Marcos foi enfático, disse que não irá abrir mão dos cinco anos. “Quero que aconteça uma investigação séria e com resultados. Por isso, 12 anos é chover no molhado e não resultará em um processo preciso”. Sidnei Ávila (PDT) e Eduardo Peliciolli acusam que vereadores governistas buscam uma manobra para impedir a realização da CPI.

Já os vereadores de situação, descartam essa hipótese e destacam que também desejam a realização de uma investigação ampla e precisa e, por isso, defendem a ampliação do tempo de apuração dos fatos.

Matemática
Como o tema tem sido pauta de debates acirrados no Legislativo, na Tribuna, durante a discussão da pauta, o vereador Márcio Tassi (PTB) propôs uma ampla reunião para que se encontrassem um número aritmético que contemplasse todas as intenções. O vereador João Pedro Nunes (PMDB) sugeriu que se somasse os dois períodos dos documentos e se dividisse por dois, para obter o número de anos final.

Objeto
Porém, desde as primeiras discussões o vereador Alberi Grando (PDT) tem questionado o objeto contido nos dois documentos. Na sessão de ontem outros legisladores se somaram ao debate e questionaram se o sucateamento é um item cabível de investigação criminal. Aristeu Dala Lana (PTB) afirmou que a investigação, com este tema, não vai resultar em nada. Ernani Laimer (PPS) destacou a importância de estabelecer um estudo profundo para apontar os motivos que determinaram o sucateamento da frota. Ele aponta que não se pode afirmar que a frota chegou a tal ponto apenas por falta de investimentos nos últimos dois anos.

 

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