O PMDB de Passo Fundo se articula para 2016 visando principalmente, as eleições para a Câmara de Vereadores. Atualmente a sigla conta com três nomes, João Pedro Nunes, Paulo Neckle e Claudio Soldá e o objetivo, segundo o presidente do partido, Paulo Severo, é aumentar esse número para quatro ou cinco. “Nós estamos nos preparando para ter uma nominata completa e forte. Estamos com nomes para completar todas as vagas, entretanto, ainda não descartamos uma possível coligação”, relata. Segundo o vereador João Pedro Nunes, uma das principais apostas do partido é o PMDB Mulher, que teve a escolha de Mari Pulga como a nova presidente, e vem filiando cada vez mais mulheres com possibilidades de concorrer na proporcional. “Não queremos colocar mulheres só para preencher as vagas prevista em lei, é necessário que elas tenham voz e espaço dentro do partido para elegermos uma mulher em 2016”, conclui. Para a majoritária o partido deseja continuar na base do prefeito Luciano, e não descarta uma indicação para concorrer a vice. O vereador Paulo Neckle afirma que o partido é grande e tem diversos nomes que poderiam ser indicados, nos quais classificou como “soldados do partido”. Sobre o adiamento da janela de transferência, o partido considera como ruim para o processo da escolhas dos candidatos. O presidente afirma que deveria continuar como estava antes, pois dava mais tempo para os partidos mobilizarem os candidatos. O vereador Claudio Soldá foi procurado pela reportagem, mas não retornou as ligações.
Giovani Corralo
O PMDB organizou um encontro na noite de quinta-feira (10) para promover filiações partidárias e traçar as metas para 2016. Entre os novos filiados estava o ex-pedetista e ex-vereador Giovani Corralo. O encontro contou com a presença de aproximadamente 400 pessoas. Paulo Severo, classifica a vinda do político como positiva para o partido, tendo em vista a sua liderança. “Desde setembro vínhamos conversando com ele, estabelecendo o que pensávamos, e ouvindo o que ele pensava, e isso resultou num processo de muita afinidade. Ele é jovem e ao mesmo tempo experiente. É um grande nome para o futuro do PMDB e de Passo Fundo”, conclui. Os vereadores Neckle e Nunes também destacam a experiência e a vivencia política do ex-vereador na cidade, e apostam que pode ser uma boa liderança dentro da sigla.
Giovani Corralo defende a escolha pelo PMDB pelas diversas referências políticas na cidade e da região que podem ajudar no seu desejo de contribuição. “Após minha saída da política em 2012, optei por ficar na minha vida profissional, na universidade e na advocacia. Após diversas conversas, convites e minha reflexão sobre esse cenário da crise política no Brasil, entendi que deveria voltar para dar minha contribuição. Mas essa filiação ocorre sem nenhuma pretensão nas eleições de 2016. É apenas o início de uma caminhada, em que quero ajudar os colegas, mas, fico a disposição do partido”, relata. Questionado sobre o que mudou do Corralo de 2012, que saiu do PDT, para o Corralo de 2015 que ingressa no PMDB, apontou o amadurecimento como sua maior mudança. “Foi um tempo de reflexão sobre a política, onde repensei toda minha trajetória nesse meio, dos diversos anos de militância partidária. Foi um processo de amadurecimento”, conclui.


