DNIT aprova projeto para pavimentação da Transbrasiliana

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Obra para asfaltar os 68 quilômetros entre Passo Fundo e Erechim está orçado em R$ 584 milhõesObra para asfaltar os 68 quilômetros entre Passo Fundo e Erechim está orçado em R$ 584 milhões
Obra para asfaltar os 68 quilômetros entre Passo Fundo e Erechim está orçado em R$ 584 milhões
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Após uma espera de 55 anos, um passo decisivo foi dado para que a pavimentação da BR-153, entre Passo Fundo e Erechim, finalmente saia do papel. O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) aprovou o projeto executivo da obra, que prevê o asfaltamento de 68 quilômetros da rodovia. A estimativa de investimento é de R$ 584 milhões.

O trecho é parte da Transbrasiliana, uma das maiores rodovias do país, com mais de quatro mil quilômetros de extensão, ligando o Pará ao Rio Grande do Sul. No entanto, o segmento entre as duas cidades gaúchas segue sem asfalto, dificultando o escoamento da produção agrícola e elevando custos logísticos no Norte do Estado. “A partir de agora, a Transbrasiliana tem um projeto aceito pelo DNIT. Isso significa que encerramos a etapa que estava com a empresa contratada, demorou mais do que esperávamos, mas tivemos a boa notícia e a boa nova da aprovação”, afirmou o chefe de Serviços do DNIT, Adalberto Jurach.

 Licenciamento ambiental será o próximo passo

Com o projeto aprovado, o foco se volta à liberação ambiental. O processo está em andamento na Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam), e há um ponto positivo: o órgão dispensou a exigência do Estudo de Impacto Ambiental (EIA/RIMA), autorizando um licenciamento simplificado. Isso pode encurtar prazos e acelerar o cronograma da obra. Jurach explicou que dentro do estudo ambiental, há uma campanha de monitoramento de fauna que precisa ser realizada na primavera. Depois disso, já há condições de protocolar o estudo para análise da Fepam. Segundo ele, esse trabalho vem sendo conduzido paralelamente ao projeto executivo para evitar atrasos.

Outra frente importante envolve o diálogo com o Incra e a Funai, já que o traçado da BR-153 passa por áreas próximas a comunidades quilombolas e terras indígenas. Para isso, o DNIT conta com o apoio de uma empresa especializada e de uma equipe técnica de Brasília, responsável por cumprir as exigências ambientais e legais relacionadas a esses territórios.

 Desafio agora é garantir os recursos

Com a aprovação do projeto e o andamento do licenciamento, o próximo desafio será transformar a proposta em obra. Para isso, será necessário garantir a inclusão da BR-153 no orçamento da União para 2026, ou então conquistar apoio da bancada gaúcha no Congresso para destinar recursos via emendas parlamentares. “Nós temos que trabalhar muito para aprovar o orçamento ou incluir a BR-153 como uma das obras importantes para o Estado. Que a bancada gaúcha acate ela, destine recursos e, com isso, valide e confirme essa obra como prioridade para o Rio Grande do Sul”, afirmou Jurach. Ele ressalta que esse passo depende agora de articulação política e institucional, já que o projeto técnico está pronto.

 Impactos econômicos e sociais

A pavimentação do trecho deve gerar uma série de impactos positivos. Entre os principais, estão a redução do tempo de deslocamento entre Passo Fundo e Erechim, o aumento da segurança na rodovia, a diminuição dos custos de transporte e a valorização das propriedades na região.

Além disso, lideranças locais e o setor produtivo esperam que o asfaltamento atraia novos investimentos, fortaleça cadeias logísticas e estimule a instalação de indústrias e centros de distribuição.


 

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