Setor de pedras aguarda feira nos Estados Unidos para avaliar cenário para 2026

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Em 2024, Soledade foi responsável por 63% das quase 19,5 toneladas exportadas pelo Rio Grande do Sul - FOTO EXPOSOLEm 2024, Soledade foi responsável por 63% das quase 19,5 toneladas exportadas pelo Rio Grande do Sul - FOTO EXPOSOL
Em 2024, Soledade foi responsável por 63% das quase 19,5 toneladas exportadas pelo Rio Grande do Sul - FOTO EXPOSOL
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Considerado oficialmente a Capital Nacional das Pedras Preciosas, o município de Soledade continua a enfrentar dificuldades impostas pelo tarifaço americano de 50% sobre determinados produtos brasileiros, desde agosto deste ano.

O setor é um dos mais prejudicados pela medida no estado. Em 2024, o município foi responsável por 63% das quase 19,5 toneladas exportadas pelo Rio Grande do Sul, movimentando US$ 61,8 milhões, tendo os Estados Unidos como principal importador.

Na avaliação de Gilberto Bortoluzzi, presidente do Sindicato das Indústrias de Joalheria, Mineração, Beneficiamento e Transformação de Pedras Preciosas do Estado, a situação permanece extremamente difícil e deve se agravar ainda mais com a chegada da baixa temporada do setor.

Gilberto afirma que, em fevereiro, ocorre a Feira de Tucson, nos Estados Unidos, considerada uma das mais antigas e principais feiras de pedras preciosas do mundo. O evento é visto como um termômetro para o setor e, a partir dele, será possível avaliar os estoques americanos e obter uma projeção do mercado para 2026.

Na economia local, o aumento das tarifas forçou demissões de trabalhadores e o fechamento de pequenas empresas prestadoras de serviços terceirizados, enquanto as grandes empresas reduziram a produção. Gilberto ressalta que o impacto maior deverá ser sentido no recolhimento de impostos a partir de 2026.

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