Pavilhão da Agricultura Familiar reúne tradição e inovação

Edição contou com 224 empreendimentos e se manteve entre os espaços mais movimentados da feira

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Matheus De Rossi, de Três de Maio, participa pela terceira vez da feira com tábuas, gamelas e acessórios para churrasco feitos com madeira nobre - FOTO: ISABELA DE ALMEIDA/ONMatheus De Rossi, de Três de Maio, participa pela terceira vez da feira com tábuas, gamelas e acessórios para churrasco feitos com madeira nobre - FOTO: ISABELA DE ALMEIDA/ON
Matheus De Rossi, de Três de Maio, participa pela terceira vez da feira com tábuas, gamelas e acessórios para churrasco feitos com madeira nobre - FOTO: ISABELA DE ALMEIDA/ON
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O Pavilhão da Agricultura Familiar chega ao último dia da Expodireto Cotrijal, nesta sexta-feira (13), reafirmando seu papel como um dos espaços mais movimentados e procurados pelo público. Ao longo da semana, visitantes circularam entre os estandes que oferecem desde alimentos coloniais até artesanato e plantas, fortalecendo a relação direta entre produtores e consumidores.

Nesta edição, o espaço reuniu 224 empreendimentos de 119 municípios gaúchos. O pavilhão também se destaca pela participação de 113 jovens, 97 mulheres à frente de negócios e 48 empreendimentos estreantes.

Para a extensionista rural da Emater, Marcia Faccin, a feira representa uma vitrine importante para as agroindústrias familiares apresentarem seus produtos e consolidarem clientes.

“Muitos expositores já têm clientes fiéis que voltam todos os anos e procuram diretamente os produtos, porque são diferenciados, têm valor agregado e aquele sabor da roça”, afirma.

Segundo ela, a participação também reflete o trabalho de acompanhamento realizado pela Emater junto aos produtores, desde a formalização das agroindústrias até a inserção no Programa Estadual da Agricultura Familiar (PEAF), requisito para participar do pavilhão.

“Muitos produtores relatam que, depois da Expodireto, continuam vendendo por meio de contatos feitos aqui, pelo WhatsApp ou por outros canais de comercialização”, acrescenta.

Estreia e novas oportunidades

Entre os empreendimentos que participam pela primeira vez da feira está a Coopsalzano, do município de Liberato Salzano. A cooperativa trouxe produtos derivados da laranja, como suco natural, rapadura com laranja, casquinha e o chamado “cri-cri” de laranja.

Para o representante Cleber Milan, a participação tem sido uma oportunidade de apresentar a produção a um público muito maior do que o encontrado em feiras locais.

“Nós somos de um município pequeno, então é mais difícil divulgar nossos produtos. Aqui, o fluxo de pessoas é muito grande e já tivemos interessados em levar nossos sucos para mercados e padarias, o que abre novas possibilidades de negócios”, destaca.

Também participando pela primeira vez, a Panificadora Melo, do mesmo município, avalia a experiência de forma positiva. A proprietária Cleonice de Melo relata que a procura pelos produtos tem sido constante ao longo da semana.

“Está sendo muito gratificante participar. Tem bastante movimento e muitos pedidos. Além das vendas aqui na feira, as pessoas levam o contato para continuar comprando depois”, conta.

Fidelização de clientes

Se para alguns a Expodireto representa uma estreia, para outros já se tornou parte do calendário anual de vendas e divulgação. A produtora Rosa Harthmann, da agroindústria Morangos da Rosa, de Cristal, participa pela terceira vez do evento. A propriedade cultiva cerca de 40 mil pés de morango orgânico, que dão origem às geleias comercializadas na feira.

“No primeiro ano, as pessoas ainda não conheciam o produto, mas já foi bom. No segundo ano, muitos clientes voltaram e agora estamos tendo um retorno ainda maior, além dos contatos com comércios interessados em vender nossos produtos”, relata.

A presença de clientes que retornam a cada edição também é percebida pelo artesão Matheus De Rossi, de Três de Maio. Ele participa pela terceira vez da feira com tábuas, gamelas e acessórios para churrasco feitos com madeira nobre.

“Muita gente que comprou no ano passado voltou para adquirir novas peças. Isso mostra que o cliente gostou do produto. A expectativa é de um crescimento de 25% nas vendas em relação ao ano anterior”, projeta.

Tradição e artesanato

O artesanato também marca presença no pavilhão. Representando a Associação das Artesãs de Saldanha Marinho, Marta Kolberg participa da Expodireto há mais de 15 anos. Entre os produtos expostos estão bolsas, trilhos de mesa, panos de prato e peças de crochê.

“Tem muitas pessoas que, todos os anos, vêm direto ao nosso estande procurar o que a gente faz. Para nós, é uma oportunidade muito boa de mostrar o trabalho do interior para pessoas de várias regiões”, afirma.

Vitrine da agricultura familiar

Além das vendas realizadas durante a semana, muitos produtores destacam que o principal resultado da participação está na visibilidade conquistada e nos contatos comerciais estabelecidos.

Com circulação constante de visitantes, o pavilhão se mantém como um dos espaços mais procurados da feira. Entre degustações, conversas e compras, poucos saem do local sem levar algum produto.

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