Chuvas regulares garantem o bom desenvolvimento das plantações na região

Milho entra em fase decisiva e colheita deve começar em fevereiro, aponta Emater

Por
· 2 min de leitura
Com clima colaborando e lavouras bem conduzidas, o campo projeta um início de ano mais promissor para a agricultura regional - Foto: EmaterCom clima colaborando e lavouras bem conduzidas, o campo projeta um início de ano mais promissor para a agricultura regional - Foto: Emater
Com clima colaborando e lavouras bem conduzidas, o campo projeta um início de ano mais promissor para a agricultura regional - Foto: Emater
Você prefere ouvir essa matéria?
A- A+

O volume e a boa distribuição das chuvas registradas nas últimas semanas na região de Passo Fundo trouxeram alívio e otimismo ao campo. As precipitações ocorreram em um período decisivo para as culturas de verão e garantiram condições ideais para o desenvolvimento do milho e da soja, elevando a expectativa de uma das melhores safras dos últimos anos.

Segundo o supervisor regional da Emater, Oriberto Adami, o cenário atual é amplamente favorável. “A chuva foi muito positiva para as duas culturas, tanto para o milho quanto para a soja”, avaliou. De acordo com ele, grande parte das lavouras de milho está na fase de floração e enchimento de grãos, etapas fundamentais para a definição da produtividade.

Milho entra em fase decisiva

No caso do milho, Adami explica que algumas lavouras mais precoces já apresentavam sinais de estresse hídrico antes das chuvas recentes, o que poderia resultar em perdas significativas. “Com uma ou duas chuvas boas, em torno de 30 a 40 milímetros, já está praticamente garantida uma boa produtividade”, afirmou.

A previsão da Emater é de que a colheita do milho tenha início já na primeira quinzena de fevereiro, concentrando-se ao longo do mês, com algumas áreas se estendendo até março. “Fevereiro vai concentrar a maior parte da colheita, porque o milho já entra na reta final do ciclo”, destacou o supervisor.

Soja se desenvolve bem

A soja também apresenta um quadro bastante positivo. A maioria das lavouras está em pleno desenvolvimento vegetativo, enquanto áreas semeadas mais cedo já começam a entrar na fase de floração. “São plantas de crescimento indeterminado, que continuam se desenvolvendo mesmo durante a floração, com ótimo potencial produtivo”, explicou Adami.

Além da umidade do solo, a alternância entre chuva e sol tem sido essencial. Os períodos de tempo firme permitiram que os agricultores realizassem aplicações de fungicidas, fundamentais para o controle de doenças como ferrugem asiática e míldio. “O sol foi muito importante no pós-chuva, porque permitiu ao produtor executar os tratos culturais e prevenir doenças que reduzem o potencial produtivo”, ressaltou.

Ajuda na recuperação do produtor rural

Caso as previsões de chuvas regulares para os meses de janeiro e fevereiro se confirmem — e, em algumas áreas, até março — a região deverá registrar duas grandes safras, de milho e soja. Para Adami, o bom desempenho é essencial diante do atual cenário econômico enfrentado pelos produtores. “O custo da lavoura é alto e os preços ainda não garantem rentabilidade. O primeiro passo é colher bem, para depois torcer para que o mercado se ajuste”, avaliou.

Ele lembra que os últimos anos foram difíceis, com redução de investimentos e até de tecnologias no campo, em função das dificuldades financeiras. “Uma boa produtividade é fundamental para iniciar um processo de recuperação do produtor”, concluiu.

Gostou? Compartilhe