Mais de 141.559 mil pessoas já foram às farmácias populares de todo o Brasil para receber remédios para asma desde o dia 4 de junho, quando eles passaram a ser distribuídos gratuitamente pelo governo federal, dentro do programa Saúde Não Tem Preço. Nos 60 dias anteriores aos remédios passarem a ser gratuitos, o volume de
Minas Gerais é o estado com o maior número de pessoas que retiraram os medicamentos gratuitos. Durante dois meses, mais de 37 mil pacientes tiveram acesso aos antiasmáticos nos municípios mineiros. O Rio Grande do Sul é o segundo estado, com 35 mil beneficiados.
Antes de os antiasmáticos serem incluídos no Saúde Não Tem Preço, o consumidor, para comprá-los, deveria pagar somente 10% do valor, sendo que os 90% restantes eram cobertos pelo governo federal. O desconto beneficiou 200 mil pessoas em junho deste ano.
Agora, o cidadão pode retirar, gratuitamente, três medicamentos para asma em dez apresentações, Brometo de Ipratrópio, Dirpoprionato de Beclometasona e Sulfato de Salbutamol. A previsão é que a gratuidade beneficie até 800 mil pacientes por ano. Segundo o Ministério da Saúde, a incorporação dos remédios deverá ampliar o orçamento atual do Saúde Não Tem Preço em R$ 30 milhões ao ano.
Além dos remédios contra asma, também fazem parte do programa 11 medicamentos para hipertensão e diabetes. Segundo o Ministério da Saúde, mais de 10 milhões de brasileiros já foram beneficiados com os 14 medicamentos que fazem parte do programa.
Para retirá-los, é necessário apresentar um documento com foto, CPF e a receita médica dentro do prazo de validade. Em todo o País, são mais de 20 mil farmácias, entre públicas e particulares, que distribuem os medicamentos. Saiba onde encontrar as unidades da rede própria do Farmácia Popular e as drogarias privadas que integram o programa.
A ação faz parte do programa Brasil Carinhoso, lançado em maio pela presidenta Dilma Rousseff, cujo objetivo é tirar da miséria crianças de 0 a 6 anos de idade. A asma está entre as principais causas de internação entre crianças nesta faixa etária. Em 2011, do total de 177,8 mil internações no Sistema Único de Saúde (SUS) em decorrência da doença, 77,1 mil foram crianças nesta faixa etária.
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