Especial: O mundo pode acabar?

Faltam 09 dias - Professor da UPF explica algumas possibilidades reais para o fim do planeta e da vida na terra

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Meteoros, alterações climáticas, a morte do sol. Todas essas alternativas para o fim do mundo são possíveis. Então, a resposta para a pergunta de abertura é sim. O mundo não só pode como acabará um dia, mas nada disso deve acontecer no próximo dia 21. Se quiser marcar na agenda, uma das poucas ameaças com data estimada é a morte do sol, que deve acontecer daqui a aproximadamente 5 bilhões de anos. A explicação é do professor de Física da UPF, Alvaro Becker da Rosa.

Os cientistas estimam que o sol seja uma estrela de meia idade, com aproximadamente 5 bilhões de anos, tendo ainda um período semelhante de vida tal como é. Ao final desse período, o combustível dele, o hidrogênio, irá acabar e o sol aumentará até ficar com o tamanho aproximado da órbita da terra e estará bem mais frio do que é hoje. Quando isso acontecer será o fim da terra e de tudo que estiver nela, bem como de outros planetas.

Contando os dias
A morte do sol levará tanto tempo, que nem conseguiríamos contar até 5 bilhões, durante toda a vida. “A morte do sol é um evento muito distante, estimado em 5 bilhões de anos, e provavelmente a raça humana já estará extinta. Não há como precisar isso, mas é muito tempo para que nos preocupemos”, enfatiza. Para dar uma ideia da ordem de grandeza o professor usa o exemplo de uma contagem. Se uma pessoa tiver R$ 2.012 em moedas de um real e contar um real a cada segundo, ela demoraria cerca de meia hora para contar todo o valor. Se o valor em moedas fosse de R$ 5.000.000.000 (cinco bilhões) o tempo para contar tudo isso na mesma velocidade seria de quase 160 anos.

Meteoros, planetas e catástrofes climáticas
Além da morte do sol, uma possibilidade remota para destruir a terra seria a queda de um meteorito – algo parecido com o que aconteceu com os dinossauros há milhões de anos e que você poderá saber mais nas próximas matérias. Nas teorias para o fim do mundo difundidas e sem comprovação científica, há ainda a lenda de um planeta em rota de colisão com a terra. Não é uma coisa impossível, mas pelo menos por enquanto isso é muito improvável. O professor explica que é difícil se detectar colisões de grandes objetos no espaço, por serem muito raras. A respeito do mito de que informações sobre uma colisão de um planeta com a Terra estariam sendo escondidas, Alvaro destaca que se isso fosse verdade o objeto poderia ser observado por telescópios amadores que existem aos milhares pelo mundo. Por outro lado ele pondera que apesar de existirem muitos telescópios voltados para o céu, em algumas situações o tempo entre a identificação de um objeto e a queda dele poderia ser muito curto. “Esse tempo poderia ser de apenas alguns meses. Precisaríamos avistar o objeto e calcular a sua rota e velocidade, o que em alguns casos pode ser bem trabalhoso”, esclarece, lembrando que não há previsão para nada parecido.

Nossas ameaças
Mas não é só do espaço que as ameaças à vida podem surgir. Alvaro alerta que as alterações climáticas representam o maior perigo. “Elas são lentas e graduais e alteram sutilmente o regime de chuvas e secas, tempestades e furacões. Isso pode prejudicar, por exemplo, a produção de alimentos e gerar crises globais”, argumenta. De acordo com o geólogo Luiz Paulo Fragomeni, além dessas ameaças de maior extensão, outros eventos causados pela dinâmica interna da terra como terremotos, tsunamis e erupções vulcânicas, ou eventos da dinâmica externa como enchentes, furacões ou secas representam perigo de forma mais localizada e principalmente para os países menos preparados para estes tipos de eventos.

O que dizem as religiões?
Nos próximos dias saiba como algumas religiões interpretam o fim do mundo.

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