Especial Fim do Mundo: ?? hoje!

Antes que o mundo acabe, aproveite para conhecer algumas das situações em que a vida na terra foi colocada em risco, mas resistiu

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A vida surgiu na terra há aproximadamente 3,5 bilhões de anos. Ao longo desse tempo todo, várias situações colocaram os seres vivos em risco de extinção, seja por ação dos próprios organismos ou por algum tipo de cataclismo. Mas nós, os seres vivos, sobrevivemos encontrando formas de nos adaptar e continuar a povoar o planeta. Se para algumas espécies esses grandes eventos significaram o fim, para os humanos significou a chance se ocupar a terra.
A formação do planeta terra aconteceu há aproximadamente 4,6 bilhões de anos e cerca de 1 bilhão de anos depois os primeiros seres vivos apareceram por aqui. No início, a vida se restringiu a seres unicelulares que viviam nos oceanos por pelo menos mais 1 bilhão de anos. Após isso, a vida começou a evoluir passando da água para a terra e se espalhando pelo planeta em diferentes formas. A variação foi tão grande que estima-se que hoje a soma de todas as espécies vivas no planeta represente apenas um décimo de tudo que já passou por aqui. O geólogo Me. Luiz Paulo Fragomeni explica que muitas espécies que surgiram se tornaram importantes e depois desapareceram completamente.

Primeira vez
As algas unicelulares que povoaram os oceanos no início da vida começaram a produzir oxigênio por meio de seu metabolismo. Conforme Fragomeni o processo não era diferente do que acontece hoje com as plantas, por exemplo. Elas captam o CO2, quebram a molécula e devolvem o oxigênio para a atmosfera. Porém, naquele início de vida o oxigênio não era um elemento abundante. Quando a concentração desse gás oxidante começou a aumentar, os micro-organismos que não eram acostumados com ele não sobreviveram, o que resultou em uma primeira grande extinção. “Estima-se que 99% do oxigênio existente na terra hoje tem origem biológica. Foi criado pela vida”, observa.

Sobreviventes
Os seres que sobreviveram àquela primeira extinção em massa continuaram a se desenvolver. Há cerca de 500 milhões de anos, no período Ordoviciano, a maior extinção da história foi registrada. Segundo Fragomeni, não se tem muitas evidências do que pode ter acontecido, apenas se sabe que espécies que viviam no mar desapareceram em massa naquele período.

Dinossauros
Outro cataclismo aconteceu no período cretáceo, entre 65 e 140 milhões de anos, quando os dinossauros povoavam a terra. Os dinossauros eram muito bem adaptados às condições de vida da época. No entanto, um meteoro muito grande que teria colidido com a terra na planície de Yucatan, no México, causou o desaparecimento dos dinossauros, bem como de muitas outras espécies. O geólogo explica que esta foi a chance que os mamíferos, até então pequenos roedores, tiveram para evoluir e dar origem aos humanos, alguns milhões de anos mais tarde.  “Aquele evento para a nossa espécie não foi cataclísmico. Ele foi muito importante”, acrescenta.

Peste negra
Por volta do ano 1200 quase metade da população mundial foi dizimada pela peste negra. Foi a primeira vez que a linha de crescimento populacional teve um decréscimo em 10 mil anos. Já no século XX a população teve um crescimento exponencial até chegar os 7 bilhões de pessoas.

Linha de tempo
O pesquisador Carl Sagan criou uma linha de tempo para resumir, em escala, a vida do universo, de quase 15 bilhões de anos, dentro de um ano. Por meio desta linha é possível visualizar o quão recente a presença do homem na terra é. Confira alguns momentos:

01 de janeiro – Big Bang
14 de setembro – Formação da Terra
25 de setembro – Surgimento da vida na Terra
30 de dezembro – Surgem os primeiros hominídeos
31 de dezembro
13h30 – Surge o Ramapithecus
22h30 – Surge o Homo Sapiens
23h45 – Homem domestica do fogo
23h59min20 – Homem começa a produzir o alimento
23h59min51 – Invenção do Alfabeto
23h59min56 – Nascimento de Cristo
23h59min59 – Renascimento e viagens de descobrimentos

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