OPINIÃO

Teclando

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Arquibancada cosmopolita

No Rio Grande do Sul é assim: primeiro a gente torce pelo time da casa e depois por um da dupla Gre-Nal. Ao contrário de outros estados, aqui torcemos pela Seleção Gaúcha diante da Seleção Brasileira. No jogo Passo Fundo e Grêmio, semana passada, os gremistas eram a maioria no Vermelhão da Serra. Aí veio à baila a discussão sobre a falta de paixão pelos times da cidade, fim do bairrismo etc. Em Pelotas, por exemplo, os fanáticos torcedores das equipes locais superam os da dupla Gre-Nal. É bom lembrar que, cosmopolita, Passo Fundo tem uma população formada por muita gente que veio de fora. Mas vamos colocar números na arquibancada. Neste campeonato, nos jogos do Passo Fundo em casa a média de público ficou em torno de 2.500 pessoas. Na partida com o Grêmio compareceram quase 15 mil. Porém, nesta avaliação, não podemos esquecer que foi o jogo mais importante do ano na região. E só era o mais importante pela presença do Grêmio. Se trouxéssemos o guitarrista Carlos Santana para dividir o palco com o nosso Ricardo Pacheco, não seria diferente. A maioria não viria pela apresentação do querido Pachequinho. Viria para ver e ouvir o Santana. No jogo também foi assim. O Grêmio atraiu 10 mil torcedores. 

 

País do futebol

Definitivamente, o Brasil é o país do futebol. A maioria pode discordar. Ah, mas a seleção Brasileira não convence mais e nossos bons jogadores estão no exterior. Também podem dizer maravilhas sobre os campeonatos europeus. Calma. Tudo bem. Mas o Brasil continua sendo o país do futebol. Aqui até mesmo a vida pública imita o futebol. Os políticos driblam as leis e jogam para a torcida. Isso é futebol arte! A televisão comanda o futebol. Faz o mesmo com a política. Antigamente os jogadores vestiam a mesma camisa por muitos anos. Os políticos também. Agora não sabemos mais a escalação dos times e nem os partidos dos políticos. É comportamental. O que vale para o futebol é copiado na política. Quem não joga um bolão, atira uma bolinha ou come bola. Ora, no Brasil temos até “janela de transferência” para os políticos. Aqui é o país do futebol.

 

Perigosos arbustos 

Vindo pela Rua Tiradentes, ao passar o Hospital da Cidade, é uma dificuldade atravessar a Rua Uruguai. Bem na esquina, na Praça Antonino Xavier e Oliveira, cultivaram arbustos que tiram a visibilidade dos motoristas. Haviam podado, mas agora o matagal cresceu novamente. Se o correto é aumentar a visibilidade nos cruzamentos, por que ali fizeram exatamente o contrário? Não sei de quem foi tão brilhante ideia. Agora o que importa é a retirada das plantas que, caprichosamente, foram colocadas num local perigosamente inadequado.

 

Trilha sonora 

Lançado pela Rádio Guaíba em 1966, o programa Preliminar até bem pouco tempo antecedia as suas jornadas esportivas. Em 1970 ganhou a voz de Milton Nascimento na abertura, que ecoava nas tardes de domingo, com “Aqui é o País do Futebol”, dele e Fernando Brant.

 

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