OPINIÃO

Desertos de notícias

Por
· 2 min de leitura
Você prefere ouvir essa matéria?

A informação e opinião ganham estudo numérico importante. O momento histórico, sem reducionismo, anda embalado pelas mídias. O instituto Atlas da Notícia é amparado em conceituados organismos de pesquisa e análise sobre a cobertura da mídia impressa e digital. Trata-se da presença do jornalismo do Brasil. A primeira etapa do projeto aponta existência de 5.354 veículos em 1.123 cidades de 27 unidades da federação. São 130 milhões, equivalente a 60% da população, servidos mais diretamente por veículos de informação e opinião. Considere-se que ficaram de fora 4.500 municípios, em regiões representadas por 70 milhões de habitantes. No ranking da concentração estão, São Paulo – 1.641, Rio Grande do Sul – 600 e Santa Catarina com 547 veículos impressos. Na proporção, nosso estado é dotado do maior número de jornais por 100 mil habitantes. O levantamento quantitativo denuncia expressiva disparidade das regiões Sul e Centro Oeste com as demais do país, exceto o Distrito Federal. Como dissemos, são números, mas considerados importantes na capacidade decisória dos cidadãos. Há a lacuna considerável pela ausência de veículos de informação impressa e digital, denominada “Desertos de Notícia”.

O privilégio de Passo Fundo


O perfil de cada luta histórica do desenvolvimento e da política em Passo Fundo está relatado nos jornais. São dois jornais diários na cidade. O Nacional é o mais antigo órgão regional que mantém ineditamente edições diárias, há quase um século. Mais do que o simples registro dos fatos ergue-se a cada dia um espaço de tribuna, com o estigma de memória implacável, na expressão vetusta do conhecido jargão. Assim, o jornal que cultiva a visão própria da comunidade, estabelece ao mesmo tempo o debate necessário no desdobramento de suas causas e trajetórias, garantindo a insuperável estrutura de resgate. Essa transparência é fonte de conhecimento sobre a sociologia regional etiológica. Todas as frentes de memória são cada vez mais imprescindíveis à consciência sobre o que somos e o que queremos. “Scripta manent, verba volant” (o que está escrito permanece, as palavras voam). A influência da imprensa escrita é incontestável. No caso, com tanta diversidade étnica, é possível entender como nossa terra apresenta facetas tão fortes e decisivas.

Regras trabalhistas
A nova legislação aprovada na reforma trabalhista entra em vigor a partir do dia 11 deste mês. Não há dúvidas de que algumas adaptações deveriam ser feitas para modernizar a relação de trabalho. Sem recorrer à teoria da conspiração, é fácil constatar que as regras aprovadas no Congresso ocorreram num momento de desequilíbrio de classes. O desemprego assustador debilitou a correlação de forças. Há polêmicas. A começar pelo que denominam inconstitucionalidade temerária, como observam os magistrados do Trabalho, a Ordem dos Advogados e a CNBB. Numa postura mais patrimonialista, além do ministro Ivens Gandra Filho – presidente do TST, a bancada ruralista, instituições empresariais e a maioria dos parlamentares federais. Nas negociações coletivas a expectativa é de polêmica da hierarquia legal.

Retoques:
Imigrantes senegaleses presentes em Passo Fundo já vinham preparando a celebração religiosa. São aproximadamente 300 representantes na cidade que lembram o dia de Senegal. Notável é o direcionamento religioso e ético de nossos irmãos senegaleses, que expõem alegria, disciplina e responsabilidade no trabalho.
A decisão judicial proferida por um magistrado de Goiás acende o debate sobre a infidelidade matrimonial. É o adultério, que era punido segundo artigo 240 do Código Penal, atualmente revogado. O que surge, agora, é a possibilidade de o adúltero ou a mulher adúltera, serem condenados por dano moral. A expressão latina “ad alterum thorum” (cama de outro), ganha sanção na esfera cível.
A reforma previdenciária tem muito a discutir. Recentemente a comissão especializada do Senado concluiu que a Previdência não é deficitária. Os recursos é que são utilizados para fins diferentes. Além disso, a reforma não atinge a mega aposentadoria.

Gostou? Compartilhe