OPINIÃO

Fatos 08.11.2018

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Reencontro
Quando criança, aos 10 anos de idade, Antonio Roso, vinha de Marau com o seu pai para vender porcos ao frigorífico Z.D. Costi, no Bairro São Cristóvão, em Passo Fundo. Cerca de 63 anos depois, o hoje empresário inaugura o maior empreendimento na área comercial da região Norte do Estado: o Passo Fundo Shopping. Empreendedor nato, não é a primeira vez que Antônio Roso investe em Passo Fundo. Já comandou a Kuhn, indústria de implementos agrícolas, foi sócio da BSbios e agora tem participação majoritária no shopping, com 40% de participação. Roso, não imaginava, aos 10 anos, que aquela área onde estava instalado um dos maiores frigoríficos da região, receberia, muitos anos depois, um de seus empreendimentos. Por isso, a inauguração do Shopping tem uma certa nostalgia para o empresário e, ao relembrar esta história, é tomado de emoção.

Movimento
Profissionais liberais das mais diversas áreas como arquitetos, eletricistas, encanadores, vidraceiros e vários segmentos da área de serviço tiveram muito trabalho nos últimos dias em torno do Passo Fundo Shopping. Para terminar a obra, em alguns momentos, 2 mil trabalhadores chegaram a estar no local no mesmo dia. O setor imobiliário biliscou um pedacinho deste bolo. As grandes empresas que já tem equipes particulares para montar suas lojas, trouxeram trabalhadores de outros estados e alugaram casas para hospedar os grupos.

 

Cereja do bolo
Sem dar detalhes, o presidente eleito Jair Bolsonaro anunciou ontem que vai extinguir o Ministério do Trabalho, que foi criado em 1930 e tem 88 anos. Vai incorporar a outra pasta que não sabe qual. Depois de uma reforma trabalhista que deixou muitos aspectos sem regulamentação e de interpretações diversas, a cereja do bolo é com o fim da pasta, responsável em regulamentar e fiscalizar todos os aspectos referentes às relações de trabalho no Brasil. Nenhuma surpresa na medida de Bolsonaro que sempre foi claro em relação às suas propostas.

 

Economia?
A extinção ou unificação de ministérios não representa economia ao governo. A economia é pequena perto do rombo. O que vai garantir gestão é reduzir o gasto como um todo da máquina pública e aumentar a arrecadação. Ainda não veio a proposta milagrosa.

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