Cerca de 50 meninas se inscreveram para o processo de seleção no Lar da Menina

Entidade oferece atividades de assistência social para crianças e adolescentes meninas

Por
· 1 min de leitura
Você prefere ouvir essa matéria?

Há 62 anos, o Lar da Menina Padre Paulo Farina, vinculada a Fundação Beneficente Lucas Araújo, realiza projetos do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos. O objetivo é construir espaços de formação e cidadania. Atualmente, a entidade atende cerca de 100 meninas, e para o próximo ano, pretende ampliar o número de vagas. No processo, que encerrou sexta-feira (23), a entidade recebeu cerca de 50 inscrições.

 

Agora, a entidade vai analisar as renovações que foram feitas anteriormente para ver ser vai fechar todas as vagas previstas. “Provavelmente vai sobrar, aí vamos ver se conseguimos completar as vagas em janeiro”, explica a assistente social da Instituição, Camila Bottesini.

 

A entidade passou a atender meninas a partir de quatro anos aos 14 anos. As atividades são desenvolvidas no turno inverso ao escolar. Por isso, é obrigatório as meninas estarem matriculadas em uma Escola regular no turno inverso. Os serviços também estão sendo ampliados no Lar, em decorrência do encerramento das atividades, no próximo ano, da Escola de Educação Infantil João Busato e Menino Deus, também vinculada a Fundação.

 

“A grande maioria das meninas e famílias vivenciam situação de vulnerabilidade ou risco social, e muitas delas não teriam condições de buscar tantas outras oficinas e oportunidades fora daqui, mesmo porque teriam que pagar por isso, e aqui a gente oferece gratuitamente um serviço que é de qualidade e bem diversificado”, ressalta Camila.

 

A entidade oferece cerca de 10 oficinais, e conta com o auxílio de cerca de 15 profissionais. Dentre as atividades estão música, culinária, teatro, capoeira, informática, contação de histórias e grupos para discussão de assuntos atuais e que fazem parte do cotidiano das meninas.

 

Quando as meninas completam 14 anos, busca-se integrá-las no mundo do trabalho, como Jovem Aprendiz. A própria fundação também realiza estas contratações. “Hoje a gente tem quatro meninas que estão no programa. Ficam parte do tempo em formação no SENAC e a outra parte trabalhando aqui, no escritório, no Lar da Menina, e também no abrigo de idosos. Os trabalhos desenvolvidos são de aprendizado, mas já é uma importante ajuda para a Instituição. Elas saem depois de participar do programa com uma formação bem interessante”, salienta o diretor da Fundação Lucas Araújo, Luiz Costella.

Gostou? Compartilhe