Pinturas de jogadores da Seleção ganham toque passo-fundense

O artista Chimia integrou a equipe que ilustrou Neymar e Alisson em Novo Hamburgo, com repercussão em âmbito nacional

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A figura de Neymar foi concluída na semana passada. Já a pintura do gaúcho Alisson ficou pronta no fim de semana - Foto: Arquivo PessoalA figura de Neymar foi concluída na semana passada. Já a pintura do gaúcho Alisson ficou pronta no fim de semana - Foto: Arquivo Pessoal
A figura de Neymar foi concluída na semana passada. Já a pintura do gaúcho Alisson ficou pronta no fim de semana - Foto: Arquivo Pessoal
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Tradicionalmente, diversas cidades brasileiras aproveitam a época da Copa do Mundo para ornamentar ruas com bandeirinhas, pinturas em muro livre ou esculturas. Em 2026, um grupo de artistas profissionais se reuniu em Novo Hamburgo (RS) para retratar, em tamanho gigante, os jogadores Neymar e Alisson. Entre os pintores que participaram da ação estava o passo-fundense Pedro Benjamin, conhecido como Chimia.

Com 11 anos de experiência na técnica do grafite, o artista conta que recebeu o convite para integrar a equipe por intermédio de um amigo também pintor. “O convite partiu do Rafael 5ª Galáxia, que já tinha autorização para fazer essa homenagem em uma rua de Novo Hamburgo.

Fomos seis participantes na semana passada e concluímos essa etapa, que era pintar o Neymar”, recorda. Porém, para uma obra tão delicada quanto a pintura com tinta acrílica sobre asfalto, o grupo precisou enfrentar o desafio de trabalhar sob a ameaça de chuvas. “A previsão era de chuva, e nosso medo era perder o projeto, mas não choveu e conseguimos cumprir a missão”, diz. Cada figura levou dois dias para ficar pronta.

Na pintura de Neymar, Chimia estima que foram utilizados nove galões de 18 litros de tinta, além de outros seis galões de 3,5 litros e dez latas de spray. Números semelhantes foram registrados na pintura de Alisson, goleiro nascido em Novo Hamburgo, realizada na sequência, durante o fim de semana.

O projeto de ilustrar os jogadores em arte urbana trouxe um sentimento especial ao artista. “É muito bacana participar de uma iniciativa como essa, representando algo significativo por meio da arte nas ruas. A repercussão tem sido muito boa: mídias nacionais e até veículos do exterior divulgaram o trabalho, e o próprio perfil do Neymar postou”, destaca.

Embora seus trabalhos sejam mais voltados para gravuras e pinturas em paredes, executar um projeto no chão foi encarado como um novo desafio por Chimia. Segundo ele, “não é toda hora que temos esse tipo de desafio no chão, e acredito que essa experiência serviu para elevar o nível dos artistas presentes”.

Legado

O artista enxerga como gratificante poder levar a arte para outras regiões do Rio Grande do Sul e do Brasil. “Que a gente possa continuar levando essa experiência para que novas gerações também queiram viver disso. Nós, que viemos de famílias mais humildes, achávamos que algumas coisas nunca seriam alcançadas; hoje, tenho clientes que acreditam no meu trabalho”, conclui.

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