OPINIÃO

Ilmo, o inteligente

Por
· 3 min de leitura
Você prefere ouvir essa matéria?

Ilmo, o inteligente
Ilmo Dickel completa 60 anos de casado com Marlene, sua esposa e companheira. Comemoram juntamente com seus filhos: Gilberto, Gilmar, Gelson, Adriana e Fernanda, “in memoriam” o Gilson e o Jorge, além de dez netos e sete bisnetos. Uma vida plena e feliz que fez com que Gilberto e nora Luciana também completassem no mesmo ano 30 anos de união. Ficamos atentos na receita de três décadas, mas com olhos e ouvidos abertos para ouvir e ver o segredo de Marlene e Ilmo.

 

Ilmo e Marlene
Quando perguntada, Marlene elegante na postura e na fala diz que o segredo é amor, carinho, paciência e muita cumplicidade. O salão fica silencioso para ouvir Ilmo que quando questionado pelo Padre De Carli diz de forma serena, simples e direta “o segredo é o que a Marlene disse”. Inteligente Ilmo aprendeu o que nós homens deveríamos saber há tempo, que as mulheres são especiais e que sempre tem razão. Vida longa Gilberto e Luciana, vida longa amigos Ilmo e Marlene.

 

Planta IPTU
Muitos sabem e fazem de conta que não sabem e outros tantos fazem o discurso da plateia que é emocionante se não os conhecêssemos. Discursos inflamados que defendem os moradores de vilas e bairros, do Jabuticabal, Záchia e outros tantos, sem destacar que o projeto do Prefeito Luciano Azevedo prevê o aumento de 8000 para 16.000 UFIRs que representa R$56.800,00. Ainda que este mesmo projeto que eles são contrários corrige que um terreno na Vila Vergueiro pague o valor de R$9,32 por ano de IPTU e outro na Petrópolis que está baldio paga por ano R$4,07. Estas são apenas algumas distorções que temos em nossa cidade e que por apontamento do Tribunal de contas já deveria ter sido corrigida.

 

Planta IPTU 2
O Prefeito Luciano teve coragem e enviou o projeto para corrigir estas distorções e ainda mais de dez mil imóveis que pagam acima do valor. Também o projeto prevê esta atualização apenas no terreno, não se levando em conta o imóvel e nem mesmo a alíquota, embora estes apontamentos tenham sido feitos também pelo Tribunal de Contas em vários municípios gaúchos.

 

Municípios quebrados
Mais de 60% dos municípios do Rio Grande do Sul, ou seja, um número superior a 200 cidades, passam por crise financeira grave, isto porque a maioria dos impostos são mandados para Brasília e as obrigações ficam para os municípios.

 

Passo Fundo 1

Lei Federal por exemplo, que obrigatoriamente crianças de quatro anos sejam matriculadas em Escolas de Ensino Infantil e para isto enviam em torno de R$10,00 por criança, o restante da conta quem paga são as cidades com recursos próprios. A lei é cobrada pelo Ministério Público e mesmo Passo Fundo tendo recolhido 12 milhões a menos no primeiro trimestre de 2019 em relação a 2018, tem se esforçado para manter as crianças nas escolas. Este ano aumentou em mais de 1.000 crianças na rede pública municipal.

 

Passo Fundo 2
No acolhimento de idosos pela Secretaria de Assistência Social a Prefeitura gastou em 2013 o valor de R$ 194.688,88 e no ano de 2018 este valor chegou em R$ 719.607,04. Recursos próprios do município, pois o Estado e a União ficam com a maior parte dos Impostos, mas sem obrigações.

 

Passo Fundo 3
Em medicamentos com pagamento via judicial somente no primeiro trimestre foi de R$440.117,27 pela Prefeitura, sem contrapartida do Estado e União.

 

Hemopasso

É de responsabilidade do Estado e atende 146 municípios e 47 hospitais, mas a Prefeitura de Passo Fundo mantém o pagamento de funcionários e despesas para que não se crie um caos na região. A dívida do Estado com a Prefeitura era em janeiro deste ano, superior a R$800.000,00. São recursos próprios do município.



Saúde
A cidade cresceu, os serviços do município também cresceram e mesmo com críticas estamos com obras, serviços e índices que nos orgulham, que é o caso da mortalidade infantil que baixou a índices preconizados pela Organização Mundial de Saúde devido aos programas implantados pelo Prefeito Luciano Azevedo.

 

Folha
A folha de pagamento da Prefeitura Municipal de Passo Fundo era em 2013 de R$ 8 milhões e hoje chega a R$ 16 milhões. O repasse para os aposentados que em 2013 era de R$2.400.000,00 hoje é de R$ 6 milhões mensais. Quando falamos em precatórios, em 2013 foi de R$ 1 milhão e já em 2015 era de R$7 milhões. Realmente querer administrar uma cidade com imóveis na área central pagando R$10,00 é esperar milagre ou então ser processado pelo Tribunal de Contas, por omissão e renúncia de receita.

Gostou? Compartilhe