Feiras ainda estudam novos espaços para realização

Coordenadores da Feira do Livro e da Construmóveis devem definir nesta semana o local onde ?EUR" e se ?EUR" os eventos serão realocados

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Pouco mais de uma semana depois de o Bourbon Shopping de Passo Fundo anunciar oficialmente que, a partir de agosto deste ano, não irá mais ceder seu salão de eventos para atividades externas, as comissões organizadoras da Feira do Livro e da Construmóveis ainda pesquisam um novo espaço para realização dos eventos. Enquanto a presidente da Associação dos Livreiros de Passo Fundo (ALPF), Silvana Rovani, garante que a feira acontecerá em novembro deste ano mesmo com os imprevistos, o Sindicato das Indústrias da Construção e do Mobiliário (Sinduscon), por outro lado, não quis se pronunciar sobre quais são as chances de a Construmóveis 2019 ser mantida. A única instituição a divulgar uma decisão definitiva, até o momento, é a Associação Comercial, Industrial, de Serviços e Agronegócio (Acisa), que optou pelo cancelamento da Expoacisa 4.0.

 

O motivo para não ceder mais o espaço, conforme o Bourbon, é porque a área será incorporadapelo hipermercado, que irá passar por uma reestruturação de layout. Diante deste cenário, entre as possibilidades que vêm sendo discutidas, está a chance de as feiras serem realocadas no espaço do Passo Fundo Shopping, que disse, em nota, estar “sempre à disposição da sociedade, entidades e órgãos públicos para debater a viabilidade de projetos”. Apesar das especulações, a assessora de imprensa do shopping, Grazieli Gotardo, salientaque ainda não há nenhuma confirmação neste sentido. “O shopping se propõe a ser um espaço de cultura, lazer e convivência, então estamos abertos a qualquer tipo de evento. Não queremos criar nenhuma expectativa na cidade porque não depende somente de nós, então não há nada certo por enquanto. Agora, caso as feiras tenham interesse, teríamos diversos espaços que poderiam ser utilizados. O estacionamento, por exemplo, é um deles. É uma área ampla, com mais de 1700 vagas, e ao ar livre. Outra opção é no térreo, onde temos duas áreas cobertas. Não são espaços pensados para eventos especificamente, mas são amplos e em ótimas condições”, explica.


O clima, porém, segue incerto. O principal empecilho, segundo o que discutem as organizações, é o aspecto financeiro. A elaboração de um novo projeto encareceria o orçamento das feiras, já que ambas estavam sendo totalmente planejadas de acordo com o espaço disponível nas dependências do Bourbon Shopping, como vinha acontecendo há anos. Por meio de sua assessoria, o Sinduscon disse que segue em tratativas com o Bourbon Shopping e ainda avalia a possibilidade de promover a Construmóveis em outubro deste ano.Uma nova reunião entre as instituições está marcada para quarta-feira. “Na quinta-feira, divulgaremos nossa decisão oficial”.


Já a ALPF garantiu que a Feira do Livro acontecerá de 4 a 10 de novembro – resta saber aonde. “Nós sabemos da disponibilidade do Passo Fundo Shopping em receber a Feira do Livro, mas ainda estamos estudando outros espaços. Alguns deles são possibilidades que a própria comunidade sugeriu. Por enquanto, não há nada definido, mesmo porque não é uma decisão única da coordenação. É preciso conversar com a Prefeitura e a Secretaria de Cultura. A intenção é termos novas reuniões nos próximos dias e, na semana que vem, realizar uma coletiva de imprensa para divulgar oficialmente qual foi o espaço escolhido”, esclarece o assessor do evento, Felipe Souza.

 

15ª Expoacisa não será realizada neste ano


Ainda na semana passada, o presidente da Acisa, Evandro Silva, comunicou que a Expoacisa não será realizada em 2019. A 15ª edição da feira estava prevista para os dias 26, 27, 28 e 29 de setembro. A justificativa, diante da negativa de acordo por parte da empresa, é que não há tempo hábil para projetar o evento em outro espaço, já que inclui um trabalho de planejamento na planta e nos valores dos espaços. Um projeto totalmente novo, segundo ele.“Teria uma pré-disposição de outro lugar, mas é outro ambiente. Fazer isso exige uma adequação, precisa tempo. Inviabiliza nesse ano”, lamentou o presidente. De acordo com Silva, a ideiaé dialogar com outras entidades e buscar uma alternativa viável para os próximos anos e não apenas para um “plano emergencial”.

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