OPINIÃO

Teclando

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A leitura dos automóveis
Em 1878, quando Karl Benz colocou nas ruas o primeiro automóvel, foi o início de uma transformação no transporte. Porém, logo representou muito mais do que isso. O automóvel por muitos anos foi um encanto para muitos, um privilégio para poucos. A indústria automobilística ganhou linhas de montagem e aumentou o volume de carros pelas ruas do planeta. Ainda pouco acessível, o automóvel ganhou a condição de símbolo de status. Chegaram os carros populares e a comodidade do carro próprio deixou de ser exclusividade para alguns poucos. Da indústria às ruas, o automóvel tem peso pesado na economia. E, com a licença dos economistas, interpreto que os veículos representam um múltiplo indicador econômico. A variação na venda entre novos e usados demonstra como anda o fôlego financeiro da população. A demanda de carros populares indica que quem ganha menos deu um salto. O indicativo também serve para carros médios, esportivos, luxuosos ou especiais. Então, sem olhar para aquelas siglas de indicadores das páginas de economia, olho para as garagens. Domingo, em caminhada ao Boqueirão, observei que as revendas estão com estoque abarrotado. Isso vale para novos e usados. Aí, misturando automóveis com economia, sociologia e uma pitada de política, podemos chegar a muitas conclusões. Como sobram carros menores é porque a turma do andar de baixo estagnou. Mas não faltam modelos maiores nas vitrines. Quem explica? O andar de cima, Karl Benz ou algum devaneio contemporâneo?
 
Coleta seletiva
De que adianta um serviço de coleta seletiva do lixo se as pessoas não respeitam? Se existem dois contêineres, cada qual para um tipo de resíduos, é inadmissível que depositem no recipiente errado. Mas parece que tem gente confundindo a inclusão social com a inclusão de resíduos. Sim, praticam a inclusão do lixo e misturam tudo. Para que a coleta seletiva seja eficaz temos que fazer a nossa parte. E é bem simples. Basta separar em casa os detritos recicláveis dos orgânicos. Um saquinho para cada um. Depois, é só colocar cada qual no contêiner correto: reciclável no azul e orgânico no laranja. Só isso!
 
De bandeja
Algumas lojas (as maiores) interromperam o uso de alto-falantes nas suas portas. Palmas! Em compensação, agora algumas menores começaram com a barulheira. Será que a legislação permite? Então, essa eu dou de bandeja aos meus tantos amigos vereadores: apresentem um projeto que acabe definitivamente com o uso alto-falantes nas calçadas. E nas ruas. Imaginem se todos os estabelecimentos colocarem equipamentos de som nas portas? Passo Fundo é uma cidade de porte, um referencial que não combina com o desrespeito dessa péssima prática. Até porque em Passo Fundo não somos mal-educados.
 
As andorinhas
Chegamos ao final de agosto e as andorinhas voam faceiras sobre a cidade. Digo faceiras, porque elas não respeitam os padrões de voos lineares de outras aves. Em círculos, com bruscos movimentos ascendentes e declinantes, conquistam com as suas asas a verdadeira liberdade de voar. Como o inverno teve apenas alguns picos de baixas temperaturas, já estamos em clima de primavera. Precursoras da estação das flores, as andorinhas já preparam os seus ninhos. Alterações climáticas ou as andorinhas foram doutrinadas para mudarem de comportamento?
 
Branco Ughini
Em rápido reencontro com o amigo Branco Ughini conversamos, é claro, sobre futebol. Craque do Gaúcho nos anos 1950-60, ele conhece e conta muitas histórias. Branco é de uma época em que a maioria dos jogadores era de famílias de Passo Fundo e região. Ele pegou a fase em que o futebol vivia a transformação do amador para o profissional. Branco Ughini é, hoje, patrimônio vivo do futebol gaúcho.

Trilha sonora
De Baden Powell e Vinícius de Moraes, com Céu e o pianista norte-americano Herbie Hancock – Tempo de Amor
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