OPINIÃO

Fatos 10.10.2019

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· 3 min de leitura
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Disparando críticas

A executiva municipal do Progressista vai responder as críticas feitas pelo procurador do Estado Rodinei Candeia em carta de desfiliação encaminhada na noite de terça-feira. Nela, Candeia diz que “entendia que o Progressistas poderia ser o grande protagonista na disputa eleitoral de 2020 em Passo Fundo, elegendo o prefeito e também um grande número de vereadores. Contudo, lamentavelmente essa não era a ideia da executiva local do partido, que, eleita para essa finalidade, frustrou nossas expectativas conduzindo o partido para uma posição de coadjuvante nas próximas eleições. Ao invés de trabalhar para fortalecer nossas candidaturas, nossa diretoria passou a fazer negociatas às escondidas com outros partidos, insistindo em velhas práticas políticas que conduziram nosso país à situação em que está”, disparou. Segundo Candeia, “para concretizar seus planos, até o diretório foi alterado para afastar nosso candidato, escolhendo outro para cumprir esse triste papel, o qual declarou no dia seguinte à sua indicação, que não queria ser de fato candidato a Prefeito”, referindo a pré-convenção que optou pelo nome do vereador Rufa Soldá.

Novo partido

A coluna havia antecipado que a desfiliação seria o caminho natural de Candeia e que o PSL está nos planos do procurador. Mas a decisão não será anunciada logo e deve levar, pelo menos, 30 dias, embora possa fazê-lo até março do próximo ano, prazo legal para filiações de quem quer disputar a eleição. Concorrer a prefeito, como pretendia no PP, será outra decisão a ser tomada no novo partido e dependerá de algumas variantes. Candeia disse que também conversa com outras siglas, as quais prefere não divulgar e que ontem chegou a ser convidado para disputar a prefeitura de Erechim, cidade onde atuou por muitos anos como procurador, mas que, no caso, está fora de questão por conta do domicílio eleitoral.

Crise no PSL

Sobre a crise no PSL, partido pelo qual deve optar, Candeia disse que as coisas devem se resolver e vê como natural a necessidade de ajustes dentro de um partido que teve um crescimento extraordinário na última eleição. “Não acredito que o presidente Bolsonaro deixe o partido e nem que o PSL permita que isso ocorra. Por que ele deixaria o segundo maior partido do país em fundo partidário e tempo de TV?” questiona.

Resposta

O presidente do diretório municipal Pedro Thomé disse ontem que o partido vai responder às críticas feitas. “Tirando as inverdades que ele fala, desejo todo o sucesso para ele e seus seguidores. Política, se faz com diálogos e não com inverdades”, manifestou. Na carta de desfiliação, Candeia é acompanhado por outras nove pessoas. No entanto, segundo ele, um grupo de 15 já se desfiliou.

Sai ou não sai?

Muita especulação em torno da saída de Bolsonaro do PSL. O presidente nacional do partido, Luciano Bivar, disse que o presidente já está afastado, depois de ter sido flagrado dizendo para um seguidor para esquecer o partido. "A fala dele foi terminal, ele já está afastado. Não disse para esquecer o partido? Está esquecido".

Encontro

Em novo movimento pré-eleitoral, o vereador Marcio Patussi, PDT, liderou na noite de terça-feira, um encontro suprapartidário com as executivas do PTB, PDT, Progressistas e Podemos, para uma análise sócio-econômica de Passo Fundo, que foi apresentada pelo professor Adriano José da Silva, e falar do futuro da cidade. Além de pautas cotidianas como os desafios da arrecadação do município, tendências da nova economia, o grupo começa a esboçar uma aproximação para a construção de um projeto inovador para a cidade. “É preciso somar e olhar pra frente. Pensar num futuro com perspectivas de diversificação da matriz econômica e atuação integrada com o setor produtivo e qualificação dos serviços básicos. Não há milagre, mas ousar é imprescindível”, afirmou Patussi.

Defesa

O vice-presidente do PSB nacional, Beto Albuquerque retornou à Câmara dos Deputados para defender, na Comissão Especial que avalia projetos do governo que alteram no Código de Trânsito a Lei de sua autoria. Segundo o ex-deputado, a legislação que instituiu o Plano Nacional de Redução de Mortes e Lesões no Trânsito está sendo ameaçada pelo Governo Bolsonaro. “O plano de metas para a União, Estados e Municípios que entrou em vigor em 2018 já está ameaçada”, disse.

Defesa II

Segundo Beto, do 88 maiores países do mundo, o Brasil é o terceiro em mortes no trânsito, pois cerca de 40 mil pessoas/ano morrem na violência de guerra no trânsito, a um custo de R$ 25 bilhões/ano em hospitais, CTIs, abonos doença e invalidez além das perdas materiais e econômicas. “Não podemos admitir retrocessos, mudanças absurdas como a cadeirinha para a criança, o controle de velocidade e o uso de bebidas alcoólicas  e drogas por quem dirige. No trânsito  falamos de vidas e elas não tem preço”, reforçou durante sua fala.

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