OPINIÃO

Fatos 16.10.2019

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· 2 min de leitura
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O cobrador do passado

O jornalista Fernando Albrecht, em uma de suas colunas no Jornal do Comércio, em 2017, contou a história dos homens de vermelho, cobradores que atuaram a partir do final dos anos de 1950 na Capital gaúcha. Pertenciam a uma empresa privada, que montou um negócio lucrativo para cobrar dívidas dos cidadãos porto-alegrenses. Eles vestiam roupas vermelhas, da cabeça aos pés. Nas costas, em letras garrafais, a palavra cobrador não deixava dúvidas de quem eram. Quando batiam em alguma residência ou empresa provocavam o maior alvoroço. Era uma vergonha sem fim, um escândalo receber a visita de um homem de vermelho e ser cobrado de forma pública. Segundo o jornalista, o negócio acabou caindo no esquecimento anos depois porque os cobradores também sofreram muito no exercício da função. Foram agredidos e escorraçados dos locais. “...um ofício evidentemente para corajosos ou seduzidos pelos ganhos relativamente bons”, lembrou o jornalista.

O cobrador do futuro

Com uma taxa recorde de inadimplência, atingindo 63 milhões de brasileiros, em abril deste ano, segundo a Serasa, cobrar não é uma tarefa fácil. Mas se modernizou, e muito, nos últimos anos. Ao ponto de instituições bancárias, operadoras de cartão, grandes redes de lojas investirem milhões de reais em estratégias para recuperar os valores devidos e até, evitar a dívida. Muitas operadas, especialmente de TV a cabo, celular, Internet que usam a estratégia de disparar mensagens via SMS, whats, ou email, 15 dias antes de vencer o boleto. E elas se multiplicam na medida em que a data vai se aproximando. Agora, experimente atrasar um dia o pagamento! Daí, a cobrança perde a compostura. Ligações uma atrás da outra até você cansar. E se não atendeu ao celular, ligam para o seu emprego, na hora do expediente.  A questão não é cobrar quem deve, mas a forma agressiva e invasiva com que se faz, ultrapassando o limite do razoável.

Correção  

Um leitor atento da coluna, Agenor Pauleto, observa um lapso cometido pela colunista nos tópicos sobre a guerra comercial entre Estados Unidos e China, publicados na edição de ON do fim de semana. Não está citada a fonte do conteúdo. Imperdoável! Feita a devida correção no site de ON, e agora no impresso, a análise sobre os reflexos da guerra comercial foi apropriadamente feita pela diretora de Agronegócio da Associação Comercial, Industrial, de Serviços e Agronegócio (Acisa) de Passo Fundo, Fabiana Venzon.

Circula nas redes

Já havia abordado em outra ocasião este tema, mas volto a ele, porque realmente chama a atenção o grau de transformação. O Hospital Municipal César Santos, que sequer tinha alvará, e agora tem, passa por uma reestruturação digna de aplausos. A obra que amplia e revitaliza a instituição de saúde dará novo aspecto não só ao hospital, mas para toda aquela região, que parecia um cantinho abandonado  da cidade.  E a foto comparando o antes e o depois (embora a obra não esteja concluída) compartilhada pelo prefeito Luciano Azevedo e replicada por várias pessoas, demonstra claramente de que mudança estamos falando.  Há muita expectativa para saber como vai ficar. Só reforçando que tem participação do ex-deputado Beto Albuquerque, que destinou verba de emenda para o HMCS.

 

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