OPINIÃO

IDOSOS CONSTRANGIDOS POR COBRAN??AS INDEVIDAS

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É impressionante e lamentável ao mesmo tempo o comportamento que as instituições bancárias têm em relação aos idosos. O aprofundamento da crise econômica exerce uma pressão enorme em todos os tecidos sociais, mas a crise é mais acentuada para os idosos, por várias razões. Com o avanço da idade, crescem os problemas de saúde e o aumento dos gastos com remédios e em contrapartida os proventos de aposentadoria estão perdendo o poder aquisitivo ao longo dos últimos anos. Outro agravante é o fato de que o desemprego nas faixas etárias mais jovens obriga os idosos a auxiliarem os filhos e netos, comprometendo ainda mais as suas finanças. Isso tudo leva a uma corrida insana em busca de consignados e empréstimos bancários. Os bancos, por sua vez, atentos a esse trágico cenário, investem no público idoso despidos de critérios de humanidade e respeito à efetiva condição de endividamento dos idosos. O resultado de tudo isso é o aprofundamento do endividamento dos idosos e crescimento das ações de cobrança de dívidas, muitas excedendo aos limites do razoável. Em razão desse quadro todo, o Judiciário tem condenado práticas abusivas de bancos.  Em recente julgamento, um banco deverá indenizar, por danos morais, uma idosa que recebeu dezenas de ligações de cobrança de dívidas. A decisão é da 2ª turma Recursal Mista do TJ/MS. Segundo demonstrado no processo, a idosa chegou a receber mais de dez ligações de cobrança num único dia, em alguns casos, as ligações ocorreram em fins de semana. Conforme a decisão judicial, “em 22 dias, a idosa recebeu cerca de 93 ligações, o que revela a intenção do banco em gerar desconforto à inadimplente, não sendo razoável supor que a sua situação financeira venha a mudar em poucas horas ao longo do dia, a ponto de justificar o recebimento de inúmeras ligações diárias”. O banco foi condenado a indenizar a idosa em R$2,5 mil.

 

BRINQUEDO NO CHOCOLATE

 

O Conselho de Autoregulamentação Publicitária – CONAR – aplicou uma advertência para a empresa Ferrero, fabricante do Kinder Ovo, após receber denúncia de consumidores que se disseram enganados por uma embalagem do produto com carrinhos de brinquedo. Nesses casos, o relato é de que na embalagem do Kinder Ovo aparecia a foto de uma minuatura de carrinho, mas ao abrir o chocolate, o consumidor encontrou um boneco. O CONAR também advertiu a empresa para que a composição de calorias do chocolate seja apresentada com maior destaque na embalagem do produto.

 

Recall de carros e jatos

 

Os novos anúncios de recall incluem carros e jatos executivos. Segundo a ANAC – Agência Nacional da Aviação – está proibida no Brasil a circulação do jato executivo Embraer EMB-505, modelo Phenom 300. A suspensão de atividade perdurará até que as aeronaves se submetam ao recall devido ao desgaste de peças de balanceamento dessas aeronaves. Em relação aos carros, o último recall divulgado é da Renault. A fabricante está convocando um recall das versões dos carros Duster e Duster Oroch, fabricados em 2016. O objetivo é verificar ou substituir o airbag do motorista. A empresa identificou que, em casos de colisão, alguns airbags poderiam não abrir ou abrir de modo ineficiente, podendo "ocasionar lesões graves ou fatais aos ocupantes" em casos extremos. O atendimento ao recall é obrigatório e o serviço de correção dos defeitos é gratuito.

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