Passo Fundo é classificada em bandeira preta

A região ainda pode recorrer da decisão, no entanto o governador afirma que a possibilidade de que os recursos sejam aceitos é pequena

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11 regiões do estado estão em bandeira preta (Imagem: Divulgação)11 regiões do estado estão em bandeira preta (Imagem: Divulgação)
11 regiões do estado estão em bandeira preta (Imagem: Divulgação)
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Passo Fundo foi classificada em bandeira preta no mapa preliminar da 42ª rodada do Distanciamento Controlado. Esta é a primeira vez que a região é classificada em altíssimo risco. Passo Fundo ainda pode recorrer da decisão, no entanto o governador Eduardo Leite afirma que é baixa a possibilidade de que os recursos sejam aceitos.

A vigência das novas bandeiras será de 23 de fevereiro a 1º de março. As regiões em bandeira preta, que aderiram ao sistema de cogestão regional, podem adotar os protocolos de bandeira vermelha. Passo Fundo, no entanto, não prevê essa possibilidade no plano de cogestão.

Entenda o que muda na bandeira preta

O governador realizou uma live nas redes sociais nesta sexta-feira (19) para anunciar novas medidas. Uma delas é a suspensão geral de atividades entre as 22h e as 5h em todo o estado, pelo menos até o dia 1º de março.

“Posso afirmar, sem dúvida nenhuma, que é o pior momento que enfrentamos, e não imaginávamos que enfrentaríamos um momento como este depois das duas primeiras ondas que tivemos”, destacou o governador Eduardo Leite.

Além disso, a recomendação é que as regiões em bandeira preta não realizem aulas presenciais na segunda-feira (22). A partir de terça, caso a bandeira preta se confirme, não serão permitidas aulas presencias tanto na rede pública quanto na privada. A cogestão, no caso do ensino, não é válida. 

Quanto ao aumento dos leitos de UTI, o governador faz uma ressalva. "Há uma limitação de capacidade, seja de infraestrutura, seja de recursos humanos", disse Leite. Aos hospitais, é indicado o acionamento do plano de emergência, que determina no primeiro nivel a suspensão das cirurgias eletivas.

"Não é nada fácil, mas é o que se impõe como responsabilidade nesse momento crítico", afirmou o governador sobre o aumento nas restrições. Ele também "rogou" para que a população evite aglomerações.

Os hospitais observam aumento de casos em jovens e não necessariamente de pessoas com comorbidades ou dos grupos previamente classificados como de risco. A possibilidade de circulação de variações do vírus, além de outras causas para a elevação rápida do número de internações está sendo analisada. "Não se trata apenas de proteger pessoas do grupo de risco, a doença está acometendo mais as pessoas de fora do grupo de risco", disse o governador.

Eduardo Leite ainda destacou que a bandeira preta não é lockdown, conforme observado em outros países, e sim uma maior restrição de atividades.

Estado

Onze das 21 regiões foram previamente classificadas em bandeira preta. O número de internados em UTI por síndrome respiratória aguda grave (SRAG) aumentou 20,3% no Estado na última semana. Em leitos clínicos o aumento foi de 44,2%. O número de internados em leitos de UTI com Covid aumentou 18,7%.

A redução veio no número de leitos de UTI adulto livres para atender Covid, que caiu 26,4%.

Governador durante live nesta sexta-feira (Foto: Felipe Dalla Valle / Palácio Piratini)

As regiões em bandeira preta nesta 42ª semana são Canoas, Capão da Canoa, Caxias do Sul, Erechim, Lajeado, Novo Hamburgo, Palmeira das Missões, Passo Fundo, Porto Alegre, Santa Cruz do Sul e Taquara. As outras 10 regiões foram classificadas em bandeira vermelha, que indica alto risco epidemiológico.

Na segunda-feira (22/2), o governo do Estado se reunirá com a Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs) para avaliar a adoção da cogestão regional.

Forças de segurança

Para garantir o cumprimento do decreto que estabelecerá a suspensão geral de atividades, o governo convocou todas as forças de segurança pública. O vice-governador e secretário da Segurança Pública, Ranolfo Vieira Júnior, realizou uma reunião por videoconferência com as chefias de todas as instituições vinculadas à Secretaria da Segurança Pública para alinhar as ações de fiscalização das proibições previstas no decreto.

“A população precisa tomar consciência de que estamos em um momento dramático. A situação é grave. E as forças de segurança estarão dedicando todos os esforços para dar efetividade a essa medida preventiva de reduzir a circulação, para frear a disseminação da Covid-19”, reforçou Ranolfo.

A Brigada Militar fará uma rearticulação operacional dos efetivos para garantir a presença ostensiva. O foco principal será a desmobilização de qualquer aglomeração em via pública, bem como assegurar a vedação de funcionamento das atividades comerciais não essenciais no horário determinado. A corporação também já iniciou contato com prefeituras para alinhar as ações de fiscalização em parceria com as guardas municipais, de forma a otimizar o aproveitamento dos efetivos empregados no trabalho.

A Polícia Civil também vai auxiliar na presença ostensiva. A determinação da chefia de Polícia é para que em todos os casos de descumprimento das determinações do decreto, os infratores sejam conduzidos a uma delegacia para autuação.

Pelo DetranRS, as equipes da Balada Segura, que normalmente já atuam em barreiras de fiscalização de trânsito, estarão voltadas para os esforços de redução da circulação de pessoas.

As áreas de inteligência já estão mapeando os pontos em que costumam haver comemoração de torcedores do Internacional para impedir aglomerações em função do jogo de domingo.

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