Entidades de classe e prefeito se reúnem para apresentação dos indicadores da pandemia

Ao falar sobre o aumento dos casos ativos e da lotação dos hospitais, Pedro Almeida pediu a colaboração de todos os dirigentes na promoção de ações orientativas aos empresários e consumidores

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Foto: Diogo Zanatta/PMPFFoto: Diogo Zanatta/PMPF
Foto: Diogo Zanatta/PMPF
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O prefeito de Passo Fundo, Pedro Almeida, recebeu, na tarde desta quinta-feira (27), os presidentes da ACISA, CDL, Sindilojas, Sincogêneros e do Sindicato dos Hotéis, Restaurantes e Bares para apresentar os indicadores e os números da pandemia que motivaram a adoção da medida que restringiu o horário de funcionamento das atividades não essenciais entre as 21h e 6h até a segunda-feira (31).

A decisão, explicou o prefeito, foi tomada a partir de critérios epidemiológicos e como resposta ao Alerta emitido pelo Governo do Estado, na semana anterior, aos 62 municípios que compõem as regiões Covid 17, 18 e 19 e que foram agrupadas na Associação dos Municípios do Planalto (AMPLA). “Enfrentamos um novo momento complicado no enfrentamento da pandemia, com elevação significativa nos números de casos ativos, nas internações hospitalares e também na procura por atendimentos nas três unidades de referência criadas pelo Município”, definiu ele, complementando que a situação é semelhante em praticamente todos as cidades gaúchas. “Já são 12 o número de regiões que receberam o Alerta do Gabinete do Crise do Estado. O problema segue sendo generalizado”.

O prefeito comentou ainda que a adoção da medida que impôs a restrição do horário representa um esforço para frear a velocidade da propagação viral e que, diariamente, o Executivo está acompanhando a evolução dos casos. “Não proibimos o funcionamento de nenhuma atividade econômica, porque entendemos que é possível trabalhar com equilíbrio entre a saúde e a economia. Para isso, é fundamental intensificarmos as ações de prevenção e orientação, porque a conscientização individual é uma das ferramentas para reduzirmos a transmissão do Coronavírus”, citou Pedro.


Ambiente Seguro

Na reunião, o chefe do Executivo reforçou a adoção dos protocolos sanitários em todos os setores da economia. “As entidades representativas têm sido as nossas parceiras na promoção de campanhas e iniciativas como o Ambiente Seguro, que está trabalhando com foco na disseminação de informações sobre a prevenção e o combate a disseminação do vírus na cidade”, observou Pedro. Ele disse ainda que é importante manter os alertas sobre os hábitos de higiene e de cuidados individuais. “A pandemia ainda não acabou e precisamos evitar um novo colapso do nosso sistema público de saúde, sobretudo em relação a superlotação dos leitos clínicos e de UTI’s em nossos dois maiores hospitais, o de Clínicas e o São Vicente de Paulo”.


Esforços coletivos

O presidente da ACISA, Cássio Roberto Gonçalves, destacou que a construção de uma consciência coletiva sobre a responsabilidade no enfrentamento da pandemia é uma das ferramentas para que Passo Fundo evite um agravamento no número de casos ativos e a sobrecarga do sistema de saúde. “Acompanhamos os esforços dos profissionais de Saúde e sabemos que cada decisão impacta na economia. Por isso, é tão importante reforçar e ampliar as orientações sobre a prevenção”, argumentou.

Para o presidente do Sindicato dos Hotéis, Restaurantes e Bares, Leo Duro, destacou que este setor, ao lado do de eventos, é um dos mais prejudicados com as medidas restritivas determinadas em função da pandemia. “Estamos nos empenhando muito para evitar contágios e a transmissão do vírus. E ficou comprovado, ao longo deste mais de um ano de pandemia, que com empenho e seguindo as normas e protocolos é possível seguir trabalhando com segurança”, alegou ele, reforçando que uma demanda manifestada pela categoria é a regulamentação da norma para o horário de encerramento das atividades noturnas. “Percebemos que, com o fechamento às 21h, tem ocorrido filas nos caixas dos restaurantes. Se a Prefeitura ampliasse o horário de permanência do consumidor no interior dos estabelecimentos até as 22h, mantendo o limite de entrada às 21h, já seria eficaz. Ademais, acredito que é preciso continuar insistindo na vacinação, porque quanto mais pessoas vacinadas, mais rápido iremos sair da pandemia”.

Já o presidente do Sincogêneros, Celso Marcolan, apontou que a fiscalização tem cumprido um papel importante, monitorando os decretos e protocolos sanitários. “É uma tarefa fundamental, porque mantém sempre um alerta para a população”, resumiu.

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