OPINIÃO

Conjuntura Internacional

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Série Desafios Globais: China (Parte 2). G7 X China. Na coluna desta semana, dando continuidade na análise do projeto chinês de expansão global (o que entendemos como um dos maiores desafios geopolíticos do século XXI), buscaremos compreender a estratégia do avanço econômico de Beinjing pela economia. Muitos especialistas diziam, no passado, que a China ultrapassaria o PIB americano, fato que ainda está distante, mesmo tendo a China a segunda maior economia do globo. Para tentar mudar o seu lugar no pódio, o ponto que mais se destaca no projeto econômico chinês é o “Plano 2035”. Aprovado pelo Partido Comunista Chinês, que considera que a China possui uma economia de mercado(!), o plano é ambicioso e mais uma estratégia para manter Xi Jinping no poder por mais alguns bons anos. A meta é dobrar o PIB chinês até 2035, no que ainda denominam como a “modernização socialista”, seja lá o que for isso. O fato político é que o plano é um sinal forte aos EUA. A expansão global chinesa, na prática, para além da narrativa 2035, há um projeto que está em andamento e representa um avanço geopolítico considerável no plano ocidental, onde regiões tornaram-se estratégicas para Beijing. A primeira delas é conhecida como “Belt and Road Initiative” ou Iniciativa do Cinturão e Rota (que são dois projetos distintos), o primeiro de infraestrutura global por meio de rodovias e ferrovias e o segundo, a nova rota marítima da seda no século XXI.

 

O Cinturão e a Rota Marítima 

Trata-se de uma estratégia de infraestrutura global, com investimentos internacionais em mais de 70 países, bem como em organismos internacionais. O objetivo do cinturão é integrar, por meio de infraestruturas, a região asiática com a África e a Europa Central e Oriental. O projeto compreende cerca de 65% da população mundial e é uma atualização das antigas rotas que ligavam a China ao ocidente. A nova rota da seda marítima representa a metade por onde passam todos os contêineres mundiais. O projeto visa investimento pesado na ampliação de portos para grandes navios e hubs logísticos. A rota parte da costa chinesa pelo sul, no estreito de Malaca em direção ao extremo sul da Índia e à África, passando pelo canal de Suez, dando acesso ao Mediterrâneo, chegando até o centro do norte italiano, em seu porto internacional, com conexões ferroviárias para a Europa Central e o Mar do Norte.

 

G7 e a reação do Ocidente 

A resposta do G7 (maiores democracias do mundo) veio recentemente. O grupo quer criar um projeto para conter o avanço chinês, aumentando a sua influência sobre os países em desenvolvimento. O grupo não quer adiar mais em conter o avanço chinês, que não é apenas econômico, mas também militar e tecnológico, representando uma ameaça ao Ocidente. O projeto do G7 é B3W (Build Back Better World) ou Construir Novamente um Mundo Melhor, que prevê investimentos de 40 trilhões de dólares para o desenvolvimento de nações, até 2035. 

  

 

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