Entidades lançam campanha para incentivar a imunização completa contra o coronavírus

Empresas participantes oferecem descontos e brindes aos consumidores que apresentarem um documento que comprove a aplicação das duas doses da vacina contra a Covid-19

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Entidades empresariais de Passo Fundo lançaram, na última sexta-feira (6), uma campanha de incentivo à imunização completa da vacina contra a Covid-19. Intitulada “A primeira é importante; a segunda, salva”, a iniciativa oferece brindes e descontos em empresas parceiras do projeto àqueles que apresentarem um comprovante com o registro de aplicação das duas doses ou de dose única do imunizante. A campanha é organizada pela Associação Comercial, Industrial, de Serviços e Agronegócio (Acisa) de Passo Fundo, o Sindicato do Comércio Varejista de Passo Fundo (Sindilojas), o Sindicato da Beleza, o Sindicato dos Bares, Hotéis e Restaurantes e a Associação das Mulheres Empreendedoras (Lídera), por meio de uma parceria com a agência Creativa&Tal.

De acordo com o presidente da Acisa, Cássio Gonçalves, a iniciativa surgiu de uma preocupação da classe empresarial quanto ao número de pessoas que recebem a primeira dose, mas que por algum motivo não retornam para fazer a segunda aplicação. "Até o momento, o que se sabe é que a medida mais eficaz para conter o coronavírus é a vacinação em massa. Por isso, lançamos essa campanha como forma de incentivar a imunização completa de todas as pessoas, pois só assim teremos um retorno da vida normal e uma recuperação econômica", afirma.

A ideia, de acordo com os organizadores, é estabelecer parceria com ao menos cem empresas. Até o momento, cerca de 70 estabelecimentos já aderiram à proposta. O presidente da Acisa esclarece que o movimento é simbólico e que cabe a cada empresa participante definir qual será o benefício oferecido aos consumidores que apresentarem um comprovante de conclusão do esquema vacinal no momento da compra. “As empresas que estão participando são de diversos ramos, como hotéis, bares, restaurantes, lojas de roupa, salões de beleza, escritórios de contabilidade... Cada uma delas é livre para decidir o que irá oferecer. Alguns restaurantes, por exemplo, estão oferecendo dez por cento de desconto, outros uma bebida grátis”.

Gonçalves reitera, porém, que a vacinação não é uma obrigatoriedade para adentrar nos espaços participantes, apenas para ter direito aos benefícios promovidos pela campanha e que serão oferecidos a partir da apresentação de um documento que comprove o registro de imunização completa. “O ideal é que todo mundo esteja vacinado, mas isso depende da consciência de cada um”, pondera.


Como participar

As empresas parceiras estão sendo identificadas através de cartazes entregues pelas entidades responsáveis pela campanha. Em breve, também será possível acessar a lista completa de estabelecimentos no site dos organizadores. Empresários que ainda não aderiram, mas desejam fazer parte da iniciativa e receber o material gráfico, podem entrar em contato com qualquer uma das entidades participantes. A campanha deve vigorar até o fim de agosto.


Pessoas mais jovens procuram menos pela vacina

Apesar de considerar a campanha de estímulo à vacinação uma iniciativa importante no enfrentamento à pandemia, a secretária municipal de Saúde, Cristine Pilati, relata que a procura por segundas doses não tem sido um problema em Passo Fundo. “Todo estímulo é super válido, mas o mais importante é que em Passo Fundo a população está sim procurando a segunda dose. Das faixas etárias que vacinamos até agora, nós temos tido uma diferença média de 2% entre a primeira e a segunda aplicação. Ou seja, das pessoas que procuram a primeira dose, apenas 2% não retornam para tomar a segunda”, explica.

Os dados são menos satisfatórios, porém, em relação à procura pela primeira dose nas faixas etárias mais jovens. A secretária de Saúde observa uma maior resistência por parte dessa população adulta em relação aos idosos. “O que parece é que as pessoas idosas temiam mais a doença e, por isso, procuravam mais a vacina. Acima dos 80 anos, a adesão foi de praticamente 98%. Nas faixas etárias mais jovens, abaixo dos 45 anos, a média de primeiras doses está ficando em torno de 85% da população estimada. É um número bom, mas ainda não é o ideal”.

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